Salmão Foto: Prefeitura de Santos -SP
O consumo regular de peixes comuns nas mesas brasileiras pode ajudar a proteger o fígado contra o acúmulo de gordura, indica um estudo recente conduzido por pesquisadores da Austrália e da Itália. A pesquisa, que analisou mais de mil adultos na região do Mediterrâneo, observou que participantes que consumiam sardinha, salmão e atum com mais frequência apresentavam menor risco de desenvolver esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado.
A esteatose é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode evoluir para inflamação, fibrose e até cirrose se não for tratada. Entre os principais fatores de risco estão a obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas.
Segundo os especialistas envolvidos no estudo, os ácidos graxos ômega-3, presentes nesses peixes, desempenham papel fundamental na proteção hepática. O EPA e o DHA, tipos de ômega-3, possuem ação anti-inflamatória que beneficia não apenas o fígado, mas também o coração e o cérebro. Além disso, os pescados fornecem proteínas de alta qualidade, vitaminas do complexo B e minerais essenciais, contribuindo para uma dieta equilibrada.
Apesar da extensa costa brasileira, o consumo de peixe no país ainda é considerado abaixo do recomendado. Aumentar a presença desses alimentos na alimentação semanal, substituindo carnes vermelhas por peixes ricos em ômega-3, pode reduzir a ingestão de gorduras saturadas e melhorar a saúde metabólica.
Especialistas ressaltam que a prevenção da gordura no fígado não depende apenas do consumo de peixes. Uma rotina saudável deve incluir prática regular de atividade física, controle de peso, ingestão adequada de fibras, frutas, verduras e alimentos probióticos, além da moderação no consumo de álcool e carboidratos refinados.
Combinando hábitos alimentares equilibrados e a inclusão de peixes ricos em ômega-3, é possível fortalecer a saúde do fígado e prevenir complicações graves associadas à esteatose. O estudo reforça a importância de repensar a dieta diária, destacando peixes acessíveis e nutritivos como aliados da saúde hepática.
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