Bahia registra alta nos casos de ISTs. Foto: Agência Brasil
O Carnaval de 2026 terminou com um sinal de alerta na área da saúde pública. Dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apontam que 288 pessoas testaram positivo para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o período festivo em Salvador.
A maior parte dos diagnósticos foi de sífilis, com 243 casos confirmados. Também foram registrados 25 casos de HIV, sete de hepatite B e 13 de hepatite C.
Após o diagnóstico, os pacientes receberam orientações médicas imediatas. Parte deles iniciou o tratamento no próprio circuito da festa, enquanto outros foram encaminhados para acompanhamento na rede municipal de saúde.
A estratégia faz parte das ações de prevenção e cuidado ampliadas durante o Carnaval, período marcado pelo aumento de interações sociais e, consequentemente, da exposição a comportamentos de risco.
No cenário estadual, os números são ainda mais expressivos. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram contabilizados 564 testes reagentes em toda a Bahia.
A sífilis também lidera os registros, com 491 casos. O HIV apareceu em 40 diagnósticos positivos, seguido por 24 casos de hepatite C e nove de hepatite B.
O dado que mais chama atenção é o crescimento de 54,9% em comparação ao Carnaval de 2025, quando foram registrados 364 casos.
O aumento ocorre em paralelo à ampliação da oferta de testagem, o que pode indicar tanto maior circulação das infecções quanto maior acesso da população aos serviços de saúde.
O número de testes rápidos realizados também aumentou significativamente. Em Salvador, foram feitos 7.904 testes em 2026, contra 4.704 no ano anterior — um crescimento de 68%.
O número de pessoas que buscaram atendimento acompanhou essa alta: 1.976 usuários neste ano, frente a 1.176 em 2025.
Em toda a Bahia, o avanço foi ainda mais expressivo. Foram 29.479 testes realizados durante o Carnaval de 2026, mais que o dobro dos 14.607 aplicados em 2025, representando aumento de 102%.
A ampliação da testagem é considerada estratégica para o diagnóstico precoce e para a interrupção da cadeia de transmissão.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e são transmitidas, principalmente, por relações sexuais sem preservativo — sejam elas orais, vaginais ou anais. Também podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.
A sigla IST substituiu o termo DST justamente para destacar que a infecção pode estar presente mesmo sem sintomas.
Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem feridas, corrimentos, verrugas na região anogenital, dor pélvica, ardência ao urinar e lesões na pele.
No entanto, muitas infecções permanecem assintomáticas por longos períodos, o que aumenta o risco de complicações como infertilidade, câncer e até morte, caso não sejam tratadas.
O diagnóstico pode ser feito por meio de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, com resultado em até 30 minutos.
O atendimento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Testagem e Aconselhamento e serviços especializados.
Além da testagem regular, especialistas reforçam que a prevenção inclui o uso de preservativos e gel lubrificante, vacinação contra HPV e hepatite B, além da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV. Todas essas estratégias também estão disponíveis na rede pública.
Diante dos números crescentes, autoridades de saúde destacam que a combinação entre informação, acesso facilitado aos serviços e conscientização continua sendo a principal ferramenta para reduzir o avanço das ISTs, especialmente em períodos de grande mobilização social como o Carnaval.
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