A combinação entre alimentos, bebidas e medicamentos exige atenção para evitar efeitos indesejados. Foto: Freepik
Alimentos e bebidas fazem parte da rotina de qualquer pessoa. Medicamentos também. Quando esses dois universos se encontram, o corpo pode reagir de maneiras diferentes. Essa relação recebe o nome de interação medicamentosa e pode acontecer de forma planejada ou sem intenção. Em alguns casos, a combinação ajuda o tratamento. Em outros, a mistura reduz o efeito do remédio ou aumenta o risco de reações indesejadas.
A interação medicamentosa acontece quando um alimento ou bebida altera a forma como o organismo absorve, distribui ou elimina um medicamento. O efeito pode surgir logo após a ingestão ou ao longo do tratamento. Por isso, profissionais de saúde costumam orientar sobre horários, jejum ou restrições alimentares ao prescrever um remédio.
Em situações intencionais, o próprio tratamento prevê a combinação com alimentos. Alguns medicamentos irritam o estômago quando a pessoa ingere em jejum. Nesse caso, a alimentação ajuda a proteger a mucosa gástrica e melhora o conforto durante o uso. Outros remédios precisam de gordura presente nos alimentos para que o corpo consiga absorver melhor a substância ativa. Nessas situações, comer junto potencializa o benefício do tratamento.
O problema surge quando a interação ocorre sem que a pessoa perceba. Bebidas alcoólicas representam um exemplo conhecido. O álcool pode intensificar o efeito sedativo de certos medicamentos, como alguns usados para ansiedade, dor ou alergias. Essa combinação pode causar sonolência excessiva, tontura e dificuldade de concentração. Em outros casos, o álcool sobrecarrega o fígado, órgão responsável por metabolizar muitos remédios, o que aumenta o risco de efeitos adversos.
Bebidas estimulantes também merecem atenção. Café, chá-preto, chá-verde e refrigerantes com cafeína podem interferir na ação de medicamentos que atuam no sistema nervoso ou no coração. A cafeína pode aumentar a agitação, acelerar os batimentos cardíacos ou reduzir o efeito de remédios calmantes, dependendo da combinação.
Alimentos considerados saudáveis também entram nessa equação. Frutas cítricas, como laranja e limão, alteram a acidez do estômago e podem modificar a absorção de alguns medicamentos. O suco de grapefruit, conhecido como toranja, apresenta registros científicos de interferência no metabolismo de vários remédios, o que pode aumentar ou prolongar seus efeitos no organismo.
Produtos ricos em cálcio, como leite e derivados, podem reduzir a absorção de certos antibióticos quando consumidos ao mesmo tempo. Nesse caso, o medicamento continua seguro, mas perde parte da eficácia, o que compromete o tratamento. Por isso, profissionais costumam orientar um intervalo entre a ingestão do remédio e desses alimentos.
Verduras de folhas verdes, como couve e espinafre, contêm vitamina K, que participa da coagulação do sangue. Pessoas que usam medicamentos anticoagulantes precisam manter uma ingestão regular desses alimentos, sem grandes variações. Mudanças bruscas na dieta podem alterar o efeito do remédio e exigir ajustes médicos.
Essas interações não significam que alimentos ou bebidas sejam proibidos de forma absoluta. O cuidado principal envolve informação e orientação adequada. Ler a bula, seguir as recomendações do médico ou do farmacêutico e relatar hábitos alimentares ajudam a evitar problemas. O uso de medicamentos sem orientação, especialmente junto com suplementos ou chás, aumenta o risco de interações indesejadas.
O dia a dia corrido faz muitas pessoas tomarem remédios junto das refeições ou com a bebida que estiver por perto. Esse hábito comum reforça a importância da informação clara e acessível. Entender como alimentos e bebidas influenciam os medicamentos ajuda a proteger a saúde e a garantir que o tratamento alcance o efeito esperado, sem surpresas desagradáveis.
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