Estudos dos EUA revelam síndrome de hiperêmese canabinoide: vômitos severos e dores ligadas à maconha afetam milhões. Imagem de Freepik
Um estudo recente nos Estados Unidos identificou uma síndrome severa ligada ao consumo crônico de cannabis, que provoca vômitos intensos e dores abdominais incapacitantes, afetando milhões e sobrecarregando emergências hospitalares.
A condição, agora oficialmente reconhecida pela OMS, não é apenas um mal-estar passageiro, ela força pacientes a buscarem alívio em banhos quentes compulsivos e pode durar dias, repetindo-se ciclicamente.
Pesquisadores da Universidade Temple, na Filadélfia, destacam que isso acontece só em uma fração dos usuários abusivos, mas os impactos são devastadores, especialmente entre jovens.
Imagine acordar com náuseas que não param, seguidas de vômitos incontroláveis e uma dor no estômago que parece rasgar por dentro. Essa é a realidade da Síndrome de Hiperêmese Canabinoide (SHC), um distúrbio gastrointestinal exclusivo de quem usa cannabis de forma pesada e prolongada.
Estima-se que 2,7 milhões de americanos sofram anualmente com episódios dessa síndrome, com um aumento alarmante em estados onde a legalização avançou, como Colorado.
O mais intrigante, os sintomas só melhoram completamente quando o uso para, mas muitos negam a conexão, prolongando o ciclo vicioso e agravando a dependência.
Homens entre 16 e 34 anos lideram as estatísticas, especialmente quem começou cedo, fuma diariamente ou combina com cigarro e outras drogas.
Começar antes dos 16 anos multiplica o perigo, alterando o cérebro em desenvolvimento e abrindo portas para problemas crônicos.
Nos EUA, hospitais como o da Universidade de Washington notam um boom de casos, pacientes chegando exaustos, desidratados, às vezes em estado crítico.
Não para por aí. Estudos paralelos revelam sintomas psicóticos agudos (CAPS), como paranoia e alucinações, em até 21% dos usuários expostos, piorando com THC de alta potência.
Pessoas com histórico de bipolar, ansiedade ou depressão enfrentam riscos até 14 vezes maiores, transformando uma "brisa" em crise emergencial.
No Brasil, onde o debate sobre legalização esquenta, esses dados americanos servem de alerta, o uso medicinal ou recreativo de concentrados pode disparar esquizofrenia e dependência.
Uma análise de 220 mil pessoas confirmou, produtos com mais de 10% de THC dobram o risco de psicose em horas.
Especialistas como os da Temple University pressionam por diagnósticos rápidos. "Muitos recusam parar, achando que é coincidência", alerta um relatório recente.
A OMS codificou a SHC, facilitando tratamentos: hidratação intravenosa, antieméticos e, crucialmente, abstinência total por meses.
Genes também entram na dança, pesquisas da UCSD ligam uso crônico a marcadores de esquizofrenia e impulsividade.
Com a cannabis liberada em mais estados americanos, visitas a emergências por vômitos cíclicos dobraram. No Colorado, pós-legalização, o salto foi gritante.
Aqui no Brasil, o Uniad alerta, adolescentes fumando alta potência enfrentam 11 vezes mais chance de psicose.
Pacientes descrevem pânico, "Eu mergulhava na banheira por horas, só assim parava o inferno". Histórias assim multiplicam-se em fóruns e prontuários.
Para usuários, o recado é claro, reduza frequência, evite concentrados e monitore sintomas iniciais. Testes genéticos podem prever riscos.
Médicos recomendam educação, pais, converse com filhos, profissionais, pergunte sobre cannabis em emergências.
Regulamentações nos EUA miram potência máxima, mas o alerta vai além, equilíbrio entre benefícios medicinais e armadilhas ocultas.
Essa onda de casos força uma reflexão global. Legalizar sem informar é brincar com fogo. Milhões já pagam o preço com o corpo, e a mente, em frangalhos, Fique atento, seu próximo baseado pode não ser inofensivo.
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