O trabalhador registrou o caso através de um vídeo que ele fez, no qual mostra o empresário muito irritado.
11 de fevereiro de 2025 às 09:31 - Atualizado às 10:49
Vídeo flagra momento da demissão. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Empresa demitiu o funcionário após se recusar a participar de um culto evangélico fora do horário de expediente.
O caso ocorreu no dia 27 de janeiro em Belo Horizonte, Minas Gerais, e foi registrado pelo próprio trabalhador.
Na gravação, o material mostra o presidente da empresa Loovi Seguros, Quézide Cunha, aborda o funcionário e questiona a sua decisão de não querer participar do culto.
“Se você não quiser ser humilde e ficar todos os dias nos cultos”, disse o CEO.
No vídeo gravado, o funcionário respondeu afirmando que não estava se sentindo bem para participar do evento religioso e, logo em seguida, o empresário rebateu afirmando que “se você não está bem para ficar no culto, você não está bem nem para estar dentro da empresa”.
Antes de ser dispensado, o funcionário comentou com uma pessoa:
“Me mandou embora, estou demitido, porque eu não quero participar do culto”.
O caso foi encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
De acordo com a defesa do ex-funcionário, ele afirma que a empresa impõe práticas religiosas aos colaboradores como parte de sua cultura organizacional.
Ou seja, incluindo a interrupção das atividades para participação obrigatória em cultos semanais.
“Demonstra total descaso com a liberdade religiosa”, declarou a defesa.
Além do processo trabalhista, a Loovi Seguros também está sendo alvo de uma denúncia apresentada pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) ao governo federal.
A entidade acusa a empresa de propaganda enganosa e de atuar de maneira irregular no setor de seguros.
Segundo a Fenacor, a Loovi se apresenta como representante de seguros, mas pode estar operando como uma seguradora sem a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Ainda de acordo com a federação, a empresa veicula propaganda enganosa, induzindo os consumidores ao erro, o que fere o Código de Defesa do Consumidor.
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Durante a ação policial, os agentes encontraram diversas porções de maconha prontas para venda e dois revólveres sem registro.
O líder religioso Moisés Galdino, de 53 anos, morreu na tarde da última terça-feira, 4 de março, após passar mal dentro de um motel.
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