Irmã Adélia. Foto: Divulgação
A comunidade da Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, no Recife, celebra nesta quarta-feira, 18 de junho, às 16h30, a inauguração oficial da Rua Irmã Adélia, novo nome da antiga Rua Bom Jesus da Lapa.
A mudança será marcada por uma Santa Missa em ação de graças, que acontecerá no Centro Social Dom João Costa, com a presença de autoridades, religiosos e moradores da região.
A homenagem é fruto da Lei Municipal nº 19.318/2024, de autoria do vereador Felipe Alecrim (NOVO).
Residente na Torre, o parlamentar destaca que a mudança é uma forma de valorizar o legado espiritual e social deixado pela religiosa.
“Trata-se de uma homenagem, uma forma singela de manter viva a memória e o legado da futura santa pernambucana. Irmã Adélia fez muito pela Vila Santa Luzia, sempre com dedicação e amor ao próximo”, afirmou Alecrim.
A cerimônia religiosa de inauguração contará com a presença da comunidade local, que reconhece a importância da irmã Adélia para a história do bairro.
A rua escolhida abriga iniciativas ligadas à obra social da religiosa e carrega forte significado afetivo para os moradores.
Irmã Adélia, nascida Maria da Luz Teixeira de Carvalho, foi uma das videntes das aparições de Nossa Senhora da Graça em Cimbres (PE), em 1936.
Religiosa do Instituto das Religiosas da Instrução Cristã, dedicou sua vida à educação, à evangelização e ao cuidado dos mais necessitados.
O processo de beatificação da irmã Adélia está em andamento no Vaticano, após reconhecimento oficial da Santa Sé.
A Irmã Adélia nasceu em Pesqueira, com o nome civil de Maria da Luz Teixeira de Carvalho, e foi uma das personagens das aparições de Nossa Senhora da Graça iniciadas em 06 de agosto de 1936 no Agreste pernambucano.
Junto com Maria da Conceição Silva (1920-1999), protagonizou um evento que fez parte de uma das principais redes de devoções no mundo ocidental.
Em um contexto de dificuldades sociais, de investidas de grupos armados, como o comandado por Virgulino Ferreira (Lampião), as jovens foram testemunhas das mensagens marianas em uma localidade esquecida pelo poder público, com resquícios de um passado marcado pela escravidão e a exploração econômica, cultural e social.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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