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Pastor deixa irmão deficiente em estado cadavérico, com dívida de R$ 160 mil e desaparece

O relígioso, condenado pela Justiça, também foi acusado de dopar o irmão com sedativos.

Cami Cardoso

07 de março de 2026 às 09:57   - Atualizado às 10:24

Pastor deixa irmão deficiente em estado cadavérico, com dívida de R$ 160 mil e desaparece

Pastor deixa irmão deficiente em estado cadavérico, com dívida de R$ 160 mil e desaparece Foto: Reprodução / Metropoles

Após ser condenado por dopar e abandonar irmão deficiente, o pastor evangélico Carlos Mendes de Carvalho desapareceu. O homem é acusado de negligência grave contra seu irmão idoso, que chegou a pesar apenas 42kg e sofreu danos físicos e mentais irreversíveis.

Além disso, o pastor deixou a vítima com uma dívida de aproximadamente R$ 160 mil, feita por meio de empréstimos em seu nome sem autorização.

O líder religioso assumiu os cuidados do irmão em 2018, na região de Sobradinho II, mas logo surgiram sinais de que o idoso estava sendo maltratado.

Com múltiplas doenças e dependente para tarefas básicas, a vítima apresentava feridas pelo corpo, perda de peso e incapacidade de falar ou se locomover de forma independente.

Condições críticas e negligência

Em 2021, familiares decidiram fazer uma visita surpresa e se depararam com a gravidade da situação. O idoso estava acamado, sujo, sem troca adequada de fraldas e sob efeito contínuo de sedativos administrados pelo pastor. A família retomou a tutela do idoso e registrou boletins de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal.

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Durante as investigações, descobriram que Mendes havia feito empréstimos consignados em nome do irmão, gerando uma dívida de cerca de R$ 160 mil, que se estenderá até 2030. A situação financeira agravou ainda mais o sofrimento da vítima, que dependia totalmente dos familiares para cuidados.

Processo judicial e redução de pena

Inicialmente, o pastor foi condenado a 3 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, além de ter que devolver parte dos valores desviados. Representado pela Defensoria Pública do DF, Mendes recorreu da decisão.

Em segunda instância, em março de 2024, a pena foi reduzida para 1 ano e 11 meses em regime aberto. A condenação poderia ser substituída por medidas restritivas de direitos e pagamento de aproximadamente R$ 90 mil à vítima, mas tais providências ainda não foram cumpridas.

Procurado pela imprensa

Tentativas de contato com Carlos Mendes e a Defensoria Pública do Distrito Federal não tiveram sucesso. O caso segue aberto, e o espaço continua disponível para manifestações.

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