Religiões de matriz africana. Foto: Divulgação
Os dados mais recentes do Censo Demográfico, divulgados nesta sexta-feira (6), revelam uma mudança no perfil racial dos praticantes de religiões afro-brasileiras.
De acordo com o IBGE, 42,7% dos seguidores de umbanda e candomblé se declaram brancos, enquanto 33,1% se identificam como pardos e apenas 17,1% como pretos.
A informação chama atenção por contrastar com a origem histórica dessas tradições, intimamente ligadas à resistência das populações negras no Brasil. Ainda que os terreiros continuem sendo espaços fundamentais para a preservação da cultura africana, observa-se um crescimento da presença branca, especialmente em centros urbanos do Sul e Sudeste.
O Rio Grande do Sul lidera em proporção de adeptos (3,2%), seguido por Rio de Janeiro (2,1%) e São Paulo (1,6%), estados com maior presença de população branca, o que pode explicar, em parte, os dados observados.
Mesmo com a maior presença de pessoas brancas entre os praticantes, especialistas apontam que a intolerância religiosa continua atingindo, de forma mais intensa, comunidades negras e periféricas.
O Dossiê Intolerância Religiosa, Discriminação e Violência contra Povos de Terreiro no Brasil, publicado em 2023, destaca que os alvos mais frequentes de ataques e ameaças são terreiros localizados em favelas e territórios quilombolas.
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Ainda não foram divulgados detalhes sobre o tipo da condição diagnosticada em Louis ou sobre seu estado de saúde durante a internação.
O diagnóstico foi confirmado durante a operação, por meio de um exame histológico realizado pela equipe médica.
A programação comemorativa foi realizada entre os dias 8 e 12 deste mês, reunindo fiéis, devotos, comunidades e grupos pastorais em atividades religiosas.
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