O radialista destacou que a emissora agiu de forma ética ao lidar com a situação e reforçou que sua saída foi uma escolha para evitar que suas opiniões afetassem colegas de trabalho.
Jornalista José Carlos Magdalena Foto: Reprodução
O jornalista José Carlos Magdalena anunciou, ao vivo, sua saída do programa que apresentava na rádio EP FM, em Araraquara (SP), em meio à repercussão de declarações polêmicas sobre religião. Durante a transmissão, ele enfatizou que a decisão partiu exclusivamente dele, com o objetivo de preservar a emissora de suas opiniões pessoais.
Em seu pronunciamento, Magdalena deixou claro que não pretende recuar de suas convicções. “Eu não vou me acovardar em hipótese alguma daquilo que eu penso”, afirmou, ao explicar que continuará abordando temas religiosos, mas fora do ambiente da rádio.
O radialista destacou que a emissora agiu de forma ética ao lidar com a situação e reforçou que sua saída foi uma escolha para evitar que suas opiniões afetassem colegas de trabalho ou a linha editorial da empresa. Segundo ele, a intenção agora é migrar esse debate para as redes sociais, onde acredita ter mais liberdade para expressar suas ideias.
Mesmo após ter divulgado anteriormente um pedido de desculpas, Magdalena voltou a adotar um tom crítico ao falar de líderes religiosos e da interpretação de textos bíblicos. Ele reiterou que não pretende mudar sua postura e que seguirá defendendo suas opiniões publicamente.
Ao encerrar sua participação, o jornalista agradeceu aos colegas e aos anunciantes, reafirmando que sua decisão busca separar suas convicções pessoais do ambiente profissional. A saída, segundo ele, marca apenas uma mudança de plataforma, e não de posicionamento.
O jornalista José Carlos Magdalena, âncora do Jornal da EP na Rádio EP FM 95.7, causou polêmica nesta terça-feira, 7 de abril, ao fazer uma série de declarações críticas à Bíblia Sagrada, às instituições religiosas e à fé cristã durante a transmissão ao vivo do programa.
Durante um debate, Magdalena afirmou, de forma exaltada: “A Bíblia é um cacete, é um livrinho idiota… tudo besteira… tudo palhaçada”.
"Ah, mas a Bíblia, a Bíblia é cacete, é puta livrinha idiota. A religião é um demônio que, infelizmente, está no meio social. A religião é demoníaca. Tá aqui, ó, o Cláudio. Mas Deus não fez homem para não fez o homem para a mulher e vice-versa, ou a Bíblia está errada. A Bíblia está errada. A Bíblia é uma bosta, se você quiser saber. Sabe? Ali tem um monte de criação, cada um colocou um uma coisinha a mais, tal, tal, tal."
Ele ainda classificou “a religião” como “demoníaca” e disse que deveria ser “banida” da sociedade. Mesmo alertado pelo colega de bancada, o comentarista Luís Antônio, sobre a possibilidade de suas falas configurarem intolerância religiosa, Magdalena manteve o tom crítico.
Eu sou feliz como sou. Você é feliz. O que que as pessoas tem a ver com isso? Tá fazendo algum mal para você? 'Ah, mas Deus', Deus o cacete, cidadão.Seja feliz. É isso que Deus quer. Eu acho que a religião é demoníaca, tinha que ser banida.
Em suas redes sociais, Magdalena afirmou que sua crítica seria direcionada ao “sistema religioso” e não à fé individual das pessoas, mantendo suas opiniões sobre o tema.
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Ele mencionou passagens bíblicas, como 1ª Tessalonicenses 5:3, para sustentar a ideia.
A atriz também associou o crescimento do segmento evangélico a uma atuação política mais intensa, classificando esse movimento como uma "indústria política".
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