Bispo Edir Macedo. Foto: Reprodução
O bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, repercutiu após comentar de forma fria a morte do pastor Lucas Di Castro. O religioso morreu no dia 5 de agosto, na Bolívia, em um caso classificado como suicídio por autoridades locais.
Em vídeo publicado no Instagram, Macedo afirmou que não se importa com o ocorrido e que não busca entender os motivos que levaram o missionário à tragédia.
“E me explica aí, mas por que que fulano fez isso? Problema é dele. Eu não sei. Não sei por que que ele fez e eu não quero nem saber. Eu só quero saber daqueles que estão vivos”, declarou.
As falas, feitas em tom de desdém, rapidamente viralizaram nas redes sociais, gerando críticas de fiéis e internautas. Durante a mesma gravação, Edir Macedo reforçou seu posicionamento, comparando a morte do pastor à de familiares próximos.
“Morreu. Acabou. Minha mãe morreu. Acabou, enterro e acabou. Meu pai morreu. Acabou. Meus irmãos morreram. Acabou. Enterro e vai embora. Vamos em frente. Eu não vou ficar chorando a morte da bezerra. Não vou ficar chorando aqui o leite derramado”, afirmou.
A declaração foi considerada por muitos como insensível, especialmente pelo fato de Lucas ser um missionário em serviço da igreja no momento em que passava por um quadro severo de sofrimento emocional.
Segundo familiares e pessoas próximas, Lucas já apresentava sinais de desgaste emocional antes de sua morte. Crises de ansiedade, episódios de choro e desorientação teriam sido registrados pela própria esposa em vídeos. Nessas gravações, o pastor aparece em estado de colapso mental, evidenciando a gravidade de seu sofrimento.
Apesar dos alertas, parentes afirmam que a liderança da igreja não respondeu de forma efetiva aos pedidos de ajuda. O caso reacendeu debates sobre a responsabilidade de instituições religiosas em oferecer acompanhamento psicológico e apoio emocional a seus membros e líderes.
Ainda de acordo com relatos da esposa de Lucas, o pastor estava com alguns voluntários na Igreja quando, sem explicação, “correu em direção à rua, invadiu um local privado e escalou uma antena. Membros da Igreja o seguiram e chamaram a polícia. Porém, demonstrando um estado emocional alterado, não conseguiu se manter na antena e caiu”, diz nota da Universal.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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