Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O último levantamento do Datafolha, divulgado em 7 de março de 2026, revela um dado importante sobre o comportamento do eleitorado evangélico: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança apenas 23% das intenções de voto nesse segmento, no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Esse resultado evidencia que mais de três quartos dos evangélicos não escolhem Lula como preferência, sinalizando que o presidente enfrenta forte resistência entre um grupo que historicamente tem grande influência nas eleições presidenciais no Brasil.
Os evangélicos formam um dos blocos eleitorais mais organizados do país, com capacidade de influenciar resultados em estados-chave. Pesquisas anteriores já mostraram que candidatos conservadores, especialmente da direita, costumam se sair melhor junto a esse público.
No cenário atual, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera nas intenções de voto entre evangélicos, Lula aparece com menos da metade desse apoio, reforçando a percepção de que seu discurso e políticas têm menos ressonância no segmento religioso.
A diferença também aponta para um desafio estratégico: mesmo com ampla base eleitoral geral, Lula precisa desenvolver uma comunicação mais direta e conectada aos valores e preocupações do eleitorado evangélico para reduzir essa lacuna.
O levantamento do Datafolha considera o cenário estimulado, ou seja, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Nesse contexto, o dado de 23% reflete o máximo de intenção de voto de Lula entre evangélicos, mostrando que qualquer estratégia de crescimento depende de aproximação com esse público específico.
O cenário também evidencia que outros nomes da direita, como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, conseguem conquistar fatias maiores do eleitorado evangélico, consolidando a tendência de que candidatos com pautas conservadoras têm mais apelo nesse segmento.
A pesquisa ressalta a importância do segmento evangélico nas eleições presidenciais, tanto pelo tamanho quanto pela influência política. Para Lula, os 23% de intenções de voto mostram que a batalha pelo apoio desse público será determinante em uma disputa equilibrada.
Ao mesmo tempo, o resultado reforça o papel estratégico das lideranças religiosas e das comunidades evangélicas, que podem direcionar o comportamento do eleitorado em estados decisivos, tornando esse grupo um ponto-chave em qualquer estratégia eleitoral.
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