Pastor diz que violência doméstica não pode ser resolvida com oração e incentiva fiéis a denunciarem Foto: Reprodução
O pastor Osiel Gomes causou repercussão ao abordar a postura das mulheres cristãs diante da violência doméstica. Em declaração contundente, ele deixou claro que agressões praticadas por maridos não podem ser resolvidas apenas com oração: “Não é oração, é polícia”.
“O marido que espanca a esposa não é oração dela, não é tratamento, é denúncia”
O religioso também criticou a tendência de alguns líderes religiosos e fiéis de tratar casos de agressão como problemas espirituais ou familiares, alertando que a proteção da vida deve ser prioridade.
Para ele, a igreja não deve ser utilizada como escudo por agressores, e denunciar crimes é uma responsabilidade urgente.
Além disso, o pastor também apontou a postura de mulheres que permanecem em relacionamentos abusivos por medo de perder estabilidade financeira ou status social.
“Algumas fazem vista grossa mesmo sabendo da gravidade da situação”, afirmou, usando a referência bíblica à “mulher de Ló” para ilustrar a paralisia diante do perigo iminente.
“Tem irmã que, para não perder a posição ou porque o marido trabalha e ela não quer, faz vista grossa mesmo sabendo que ele não vale nada”
A declaração de Osiel Gomes foi bem recebida por grupos de proteção à mulher e comunidades cristãs engajadas no combate à violência doméstica.
Uma mulher de 27 anos, identificada como Andreza dos Anjos, foi assassinada a facadas dentro de casa pelo companheiro, um presbítero evangélico, na tarde da segunda-feira, 23 de março.
O crime ocorreu na Rua Sucupira, comunidade de Povoação de São Lourenço, em Goiana, município localizado na Zona da Mata de Pernambuco.
O autor do crime, um idoso de 67 anos, de nome José Antonio da Silva Filho, tentou se matar. Ele foi levado para o Hospital Miguel Arraes, no Paulista, cidade do Grande Recife, onde permanece sob custódia da polícia.
De acordo com informações preliminares, Andreza iniciou o relacionamento com o agressor quando tinha 15 anos. O casal tinha duas filhas, sendo uma de 5 anos e outra de 1 ano e 8 meses. As crianças não estavam no momento em que o crime ocorreu.
Familiares relataram à polícia que o relacionamento era marcado por discussões frequentes, motivadas por ciúmes do suspeito. Segundo os depoimentos, os conflitos se intensificaram depois que a mulher começou a trabalhar. A vítima teria manifestado a intenção de encerrar a relação por não suportar mais a convivência.
A Polícia Civil (PCPE) informou que José Antonio da Silva Filho foi preso em flagrante pela 16ª Delegacia de Homicídios de Goiana. Após receber alta médica, ele deverá ser apresentado à Justiça.
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