Padre Júlio Lancellotti Foto: Rafael Stedile
Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, determinou que o padre Júlio Lancellotti está proibido de realizar e transmitir missas online. De modo geral, a decisão impede o sacerdote de exercer qualquer tipo de atividade em suas redes sociais.
Além disso, a medida pode resultar em seu afastamento da Paróquia de São Miguel Arcanjo, localizada no bairro da Mooca, em São Paulo, onde atua há mais de 40 anos.
No último domingo, 14 de dezembro, o padre Júlio declarou que aquela possivelmente seria uma de suas últimas missas transmitidas publicamente. Na ocasião, ele comentou sobre a decisão do cardeal.
“Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção. Tenho apenas que obedecer”, afirmou.
Com seu afastamento das redes sociais, surgiram especulações sobre uma possível retirada da paróquia. No entanto, o padre Júlio Lancellotti rebateu os boatos e garantiu que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.
O sacerdote também explicou que, ao completarem 75 anos, os padres podem ser removidos de suas funções para se aposentarem. Contudo, ressaltou que há casos em que religiosos permanecem em atividade por muitos anos após essa idade.
“Há padres que permanecem em suas funções por muito mais tempo, alguns até depois dos 80 ou 90 anos. Tudo depende da necessidade da Igreja”, explicou.
Júlio Lancellotti é um sacerdote católico brasileiro conhecido por seu trabalho voltado à população em situação de vulnerabilidade social. Nascido em 1955, em São Paulo, dedica grande parte de sua vida à assistência de moradores de rua, imigrantes, dependentes químicos e pessoas em situação de marginalização.
Além de sua atuação pastoral e social, Lancellotti também se destaca como ativista e defensor dos direitos humanos, participando de debates sobre inclusão social, igualdade e combate à discriminação. Sua presença frequente na mídia e nas redes sociais o consolidou como uma das principais referências no país em pautas sociais e de cidadania.
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