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Igreja Presbiteriana Unida aprova inclusão pessoas LGBTQIAPN+ como pastores e proíbe "cura gay"

As novas diretrizes também proíbem categoricamente discursos de ódio, discriminação e violência psicológica ou espiritual.

Cami Cardoso

24 de julho de 2026 às 08:43   - Atualizado às 13:54

Igreja Presbiteriana aprova inclusão pessoas LGBTQIAPN+ como membros e pastores e proíbe "cura gay"

Igreja Presbiteriana aprova inclusão pessoas LGBTQIAPN+ como membros e pastores e proíbe "cura gay" Foto: Reprodução

A Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), realizada entre os dias 17 e 19 de julho em Salvador (BA), aprovou a acolhida de pessoas LGBTQIAPN+ como membros formais de suas comunidades e viabilizou a atuação desse público no ministério pastoral, desde que cumpridos os requisitos regimentais da instituição.

A deliberação, marca um avanço histórico no diálogo entre fé e diversidade no protestantismo brasileiro. A medida não modifica a doutrina oficial da denominação nem obriga as congregações a adotarem uma postura uniforme, mas oferece diretrizes claras para a inclusão.

O resultado é fruto de três anos de debates no âmbito da Comissão Especial para Assuntos de Gênero, criada em 2023. O grupo reuniu pastores favoráveis ao matrimônio homoafetivo, líderes locais e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ para mapear as diferentes correntes teológicas existentes na federação.

Além de abrir as portas para o sacerdócio, a deliberação estabeleceu princípios éticos obrigatórios para todas as igrejas locais. O texto proíbe categoricamente discursos de ódio, discriminação e violências mentais ou espirituais.

A resolução também rejeita de forma expressa as chamadas terapias de reorientação sexual, a "cura gay", práticas repudiadas por conselhos de medicina e psicologia.

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Surgida na década de 1970 a partir de uma dissidência da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) motivada pela defesa dos direitos humanos e da justiça social, a IPU reforça sua tradição progressista.

Com essa resolução, a entidade alinha-se à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, tornando-se uma das poucas denominações históricas do país a garantir espaço pleno para a população LGBTQIAPN+ nos altares e nos bancos de suas comunidades.

Igreja Presbiteriana Unida

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi organizada em 10 de setembro de 1978, com o nome de Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP).

Em seu pensamento teológico, em consonância com o pensamento reformado contemporâneo presente em igrejas presbiterianas e reformadas ao redor do mundo, inclui a visão ecumênica, o compromisso social e a abertura ao ministério ordenado de mulheres.

"Nos comprometemos a anunciar, fiel e insistentemente, a morte e ressurreição de Jesus Cristo, a obra redentora de Deus, como o dom supremo do amor de Deus ao mundo"

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