Ex-travesti que se tornou pastor defende renúncia e diz que não existe cura gay: "É uma luta diária" Foto: Reprodução
O líder da Catedral Pentecostal Clóvis Bernado, voltou a gerar polêmica ao afirmar que "não existe cura gay". Conhecido principalmente pela seu testemunho, onde ele conta seu passado como travesti, ele defende a ideia de que a homossexualidade em sua vida é uma batalha constante e que "se der alguma brecha, ela volta".
Para ele, a transformação espiritual acontece a partir de uma renúncia diária, e não uma decisão isolada. Por isso, ele acredita que a fé cristã não elimina automaticamente os desejos e conflitos internos, o que exige vigilância constante.
Além de defender que não existe "cura gay", Clóvis ainda criticou que divulgam publicamente líderes religiosos que divulgam supostas curas definitivas, e ainda garantiu ter acompanhado casos de pessoas que celebraram a "cura" mas que posteriormente voltaram a ter as mesmas práticas e de forma mais intensa. Para ele, essa falsa cura também gera frustração, culpa e sofrimento.
À frente da Catedral Pentecostal, Clóvis Bernardo atua ao lado da esposa, a missionária Socorro Bernardo, e afirma liderar uma igreja com foco no acolhimento. Segundo ele, a proposta do ministério é não excluir ninguém, independentemente da história de vida, e oferecer apoio espiritual e ajuda prática a pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo travestis, a quem diz visitar pessoalmente para prestar assistência.
O pastor também reconhece que sua forma de falar e seus trejeitos ainda causam estranhamento em alguns setores do meio religioso. No entanto, ele afirma enxergar nisso uma oportunidade de aproximação, utilizando essa identificação como uma ferramenta de empatia para alcançar pessoas que se sentem rejeitadas ou à margem dentro das igrejas.
O deputado estadual da Bahia, Hilton Coelho (Psol), apresentou na Assembleia Legislativa o projeto de lei 25.862/2025, que proíbe e pune administrativamente práticas que busquem alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa, incluindo internações, cirurgias, uso de medicamentos e cultos com essa finalidade.
Dentre as punições previstas na proposta está a aplicação de multas de até R$ 45 mil, em caso de a infração ocorrer pela terceira vez, e a cassação da licença estadual para funcionamento, em caso de quinta infração.
O parlamentar acrescenta que “participamos desta luta em defesa da dignidade humana. O projeto que apresentamos, assim como os dos demais estados, proíbe e pune administrativamente práticas que busquem alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa e prevê multas progressivas e até a cassação de licenças para instituições reincidentes. Além disso, propõe a criação do Dia Estadual de Conscientização e Combate às Terapias de Conversão, em 26 de julho”.
Hilton Coelho destaca que “nossa iniciativa legislativa faz parte da mobilização nacional liderada pelo deputado Guilherme Cortez (Psol-SP) contra as chamadas ‘terapias de conversão’ ou ‘cura gay’, por meio do PL 1495/2023, que já orienta propostas semelhantes em diversos estados do Brasil. A presente proposição inspira-se em projeto semelhante apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), originalmente pela deputada Erica Malunguinho (Psol), no exercício de seu mandato, e posteriormente reapresentado por Guilherme Cortez. Essa é uma pauta urgente e necessária, que vem sendo discutida em diversas casas legislativas do país como parte de uma articulação nacional em defesa dos direitos humanos”.
A Organização Mundial da Saúde retirou, há mais de 30 anos, a homossexualidade do rol de doenças mentais.
Em 2018, também deixou de considerar os chamados “transtornos de identidade de gênero” como patologias. A Organização das Nações Unidas, em relatório de 2020, classificou essas práticas como formas de tortura.
A Organização Pan-Americana da Saúde, a Associação Psiquiátrica Mundial e inúmeras entidades médicas e de direitos humanos repudiam categoricamente tais métodos. Diversos países já tomaram medidas concretas para proibir essas práticas, como o Reino Unido, a Alemanha e o Canadá. O Brasil, por sua vez, é signatário de importantes tratados internacionais.
“Neste contexto, este projeto de lei tem como objetivo a responsabilização administrativa daqueles que promovam, realizem ou incentivem práticas destinadas a ‘converter ou reparar’ a orientação sexual, a identidade ou a expressão de gênero de qualquer pessoa. Trata-se de uma medida necessária para garantir a dignidade e um ambiente seguro, acolhedor e livre de opressões para a população LGBTQIAP+. Acreditamos na aprovação deste projeto porque ele representa um compromisso político e ético com a liberdade, a dignidade e a igualdade de todas as pessoas”, finaliza Hilton Coelho.
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