Pastor participa de podcast e gesticula enquanto comenta tema em estúdio. (Foto: Reprodução/YouTube)
O professor universitário e ex-pastor Fábio Sabino voltou a repercutir nas redes sociais após divulgar interpretações bíblicas que contrariam a doutrina cristã estabelecida. Especialista em exegese, hebraico e grego, Sabino costuma publicar cortes de entrevistas e participações em podcasts, onde apresenta leituras não tradicionais dos textos bíblicos.
Nos últimos dias, dois trechos viralizaram: um no qual ele questiona se Jesus teria confessado pecados e outro em que afirma que Cristo teria “problemas mentais”. As falas provocaram forte reação entre internautas, teólogos e lideranças religiosas.
Em um dos vídeos, Sabino analisou o batismo realizado por João Batista e levantou uma questão que gerou intenso debate:
“Eram por ele batizados […] confessando seus pecados. Então pergunto: quais foram os pecados que Jesus confessou? Porque para ser batizado por João era necessário confessar os pecados.”
A argumentação confronta diretamente o entendimento central do cristianismo, segundo o qual Jesus é sem pecado, conforme afirmam textos do Novo Testamento. A interpretação de Sabino, no entanto, baseia-se no contexto histórico do batismo praticado por João, que incluía confissão pública de faltas.
Especialistas cristãos rebateram rapidamente, afirmando que, no caso de Jesus, o batismo simbolizaria o início de seu ministério e não teria relação com confissão de pecados.
Outro vídeo que viralizou envolve a leitura de Sabino sobre Marcos 3:21, passagem em que familiares de Jesus afirmam que Ele estaria “fora de si”.
O ex-pastor interpreta o trecho como indício de que Jesus teria “quadros neuróticos”. O versículo citado diz:
“Quando seus familiares ouviram falar disso, saíram para apoderar-se dele, pois diziam: ‘Ele está fora de si’.”
O contexto, segundo teólogos, descreve a tensão gerada pelos milagres, ensinos e confrontos com líderes religiosos, que levaram familiares de Jesus a temer por sua segurança e entender que ele estava ultrapassando limites — não necessariamente sugerindo transtornos mentais.
As falas de Sabino foram duramente criticadas por pastores e fiéis, que acusaram o professor de distorcer o texto bíblico.
Nas redes, a reação foi imediata. Comentários apontam desde “deturpação teológica” até “busca por polêmica”. Outros usuários defenderam o direito de interpretações acadêmicas divergentes, ainda que sensíveis para comunidades religiosas.
Sabino não se posicionou além dos vídeos publicados, mas continuou divulgando trechos de suas análises acadêmicas por meio de suas redes sociais.
Da redação do Portal com informações do FuxicoGospel
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