O caso retratado pela plataforma de streaming é baseado em fatos reais e foi parar na Justiça dos Estados Unidos.
27 de dezembro de 2024 às 15:14 - Atualizado às 15:44
Edir Macedo processa Netflix. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, ficou contrariado com a publicação do documentário “O Diabo no Tribunal” pela gigante do streaming Netflix, decidindo processar a plataforma devido ao suposto uso indevido da sua imagem.
Lançado em 2023, "O Diabo no Tribunal" pode ser considerado o relato de uma história de terror, motivo pelo qual é visto como tendo sido a inspiração para o lançamento do filme “Invocação do Mal 3”.
“Por meio de reconstituições e gravações caseiras, este documentário sombrio investiga a suposta possessão de um garoto e um subsequente assassinato brutal”, diz a sinopse do documentário.
O caso retratado pela Netflix é baseado em fatos reais e foi parar na Justiça dos Estados Unidos. Edir Macedo e seu genro, Renato Cardoso, no entanto, argumentam que a plataforma utilizou sem o consentimento de deles as suas imagens.
No processo movido contra a Netflix, eles afirmam que “as imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora”.
Ao classificar o conteúdo de O Diabo no Tribunal, de fato, a plataforma de streaming o trata como sendo dos gêneros “sinistro, investigativo, crimes verídicos, julgamentos, britânicos, demônios, terror, documentário”.
O processo movido por Edir Macedo e seu genro pede a remoção do conteúdo do ar, mas também ponde que, em caso de impossibilidade, os rostos das pessoas ligadas à Universal do Reino de Deus sejam desfocados.
A Netflix, por sua vez, argumentou que não praticou qualquer ilegalidade ao produzir o documentário O Diabo no Tribunal, afirmando que a produção trata-se de algo biográfico e informativo.
A empresa também afirma que não é possível identificar os rostos das pessoas ligadas à Igreja Universal, e que a produção não faz qualquer ligação da denominação com o crime ocorrido nos EUA, segundo O Antagonista.
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