O pontífice destacou que suas falas recentes sobre a guerra envolvendo o Irã não tiveram como alvo específico o presidente norte-americano.
13 de abril de 2026 às 09:47 - Atualizado às 09:49
Papa Leão e Donald Trump. Foto: Divulgação
O papa Leão XIV respondeu às críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reafirmou o posicionamento do Vaticano em favor da paz e da resolução de conflitos por meio do diálogo. As declarações foram dadas nesta segunda-feira, 13 de abril, durante conversa com jornalistas a bordo do avião papal, a caminho da Argélia.
O pontífice destacou que suas falas recentes sobre a guerra envolvendo o Irã não tiveram como alvo específico o presidente norte-americano ou qualquer outra liderança política. Segundo ele, a mensagem da Igreja Católica se baseia em princípios religiosos e não em disputas políticas.
Durante a entrevista, Leão XIV afirmou que os apelos do Vaticano por paz e reconciliação têm origem no Evangelho. Ele também criticou o que chamou de “ilusão de onipotência”, que, segundo ele, contribui para o agravamento de conflitos ao redor do mundo.
"Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível”, disse Leão em entrevista à agência de notícias AP.
O papa também reagiu diretamente às críticas recebidas. Ele declarou que não teme o governo dos Estados Unidos e lamentou a interpretação de suas falas. Para o pontífice, comparar sua mensagem religiosa com posicionamentos políticos demonstra uma incompreensão sobre o papel da Igreja. "Não tenho medo do governo Trump", acrescentou o pontífice.
As críticas de Trump foram publicadas no domingo, 12 de abril, em sua rede social. O presidente classificou o papa como “fraco” e fez comentários negativos sobre sua atuação em temas internacionais.
Entre as declarações, Trump afirmou não querer um líder religioso que, segundo ele, apoie o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, apesar de não haver registros de que Leão XIV tenha defendido essa posição.
“O papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a COVID, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por realizar cultos, mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis metros entre as pessoa”, argumentou o presidente.
O presidente também sugeriu que a escolha do papa teria relação com o fato de ele ser cidadão norte-americano, insinuando que sua eleição teria sido influenciada por interesses políticos. Além disso, Trump afirmou que o pontífice deveria ser grato por sua posição, atribuindo sua eleição ao contexto político dos Estados Unidos.
Minutos após as críticas, Trump compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido com trajes religiosos, em uma cena simbólica com elementos ligados aos Estados Unidos, como a bandeira do país e a Estátua da Liberdade.
Apesar do tom das declarações, o papa manteve sua postura voltada ao diálogo e à defesa da paz. No domingo (12), horas antes das críticas, Leão XIV já havia se manifestado sobre conflitos internacionais, pedindo um cessar-fogo no Líbano.
Durante a oração Regina Caeli, celebrada no período pascal, o pontífice afirmou que existe uma obrigação moral de proteger civis dos impactos da guerra. Ele também demonstrou preocupação com outros cenários de conflito, como a guerra na Ucrânia, e pediu que a comunidade internacional mantenha atenção sobre a situação.
Além disso, o papa mencionou o conflito no Sudão e incentivou as partes envolvidas a iniciarem um diálogo sincero. As falas ocorreram antes de sua viagem oficial ao continente africano, prevista para durar dez dias.
A agenda internacional do pontífice inclui visitas a quatro países da África. A viagem é considerada uma das principais iniciativas diplomáticas do Vaticano em 2026 e tem como objetivo reforçar o diálogo com lideranças locais e chamar atenção para questões sociais e humanitárias no continente, onde vive uma parcela significativa da população católica mundial.
A troca de declarações ocorre em um momento de tensão internacional, com diversos conflitos em andamento. Nesse contexto, a atuação de lideranças políticas e religiosas ganha destaque, especialmente em relação às estratégias para reduzir confrontos e buscar soluções diplomáticas.
Mesmo diante das críticas, Leão XIV reiterou que continuará cumprindo o que considera ser a missão da Igreja, promovendo a paz e incentivar o diálogo entre nações.
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O evento é organizado pela Sociedade Assistencial Saravida, do pastor Cleiton Collins e a missionária Michele Collins.
Realizada há 11 anos nas ruas da cidade, a iniciativa amplia seu formato e segue até o dia 26 de abril com oficinas, roda de diálogo, feijoada, cortejo e samba em celebração às tradições de matriz africana.
Nas redes sociais, ele já vinha sendo visto frequentando uma igreja evangélica e participando de momentos de pregação.
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