A ausência de posicionamento por parte de líderes políticos tem levantado questões sobre a responsabilidade e o papel desses parlamentares.
31 de maio de 2024 às 08:49 - Atualizado às 08:56
Diante das denúncias de abusos contra pastores, bancada evangélica mantém silêncio. Diante das denúncias de abusos contra pastores, bancada evangélica mantém silêncio.
Nos últimos meses no Brasil, tem crescido significativamente a quantidade de denúncias de abusos sexuais e emocionais nas igrejas evangélicas. No entanto, o que tem chamado atenção não são apenas os casos em si, mas também o silêncio de grandes líderes religiosos, bem como da bancada evangélica no Congresso Nacional sobre o assunto.
A ausência de posicionamento por parte de líderes políticos que representam milhões de fiéis evangélicos tem gerado críticas e levantado questões sobre a responsabilidade e o papel desses parlamentares na defesa das vítimas e na promoção de justiça.
Casos recentes
Em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Polícia Civil investiga o pastor Marcelo Douglas, líder da Igreja do Evangelho Quadrangular Aliança Profética, acusado de abuso sexual e assédio moral.
As denúncias incluem estupro de vulnerável e “brincadeiras maliciosas” envolvendo toques nas partes íntimas de menores de idade.
Três vítimas já prestaram depoimento, incluindo dois jovens que eram menores de 14 anos na época dos crimes e um terceiro que relatou abusos ocorridos quando tinha 20 anos.
Em outro caso recente, o pastor Dagmar Pereira foi preso acusado de abusar de crianças e adolescentes ao longo de vinte anos. O número de vítimas pode chegar a cinquenta.
Casos como o do pastor Davi Passamani, preso por importunação sexual, cuja repercussão foi nacional, também não provocaram qualquer reação por parte da bancada.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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