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Claudia Leitte tem decisão favorável em caso de intolerância religiosa

A ação, movida pelo MPBA, acusa a artista de intolerância religiosa e busca reparação financeira de R$ 2 milhões a título de dano moral coletivo.

Fernanda Diniz

29 de janeiro de 2026 às 16:04   - Atualizado às 16:20

Claudia Leitte

Claudia Leitte Foto: Divulgação

A Justiça estadual da Bahia indeferiu nesta quinta-feira (29/1) a solicitação de tutela de urgência em um processo que envolve a cantora Claudia Leitte.

A ação, movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), acusa a artista de intolerância religiosa e busca reparação financeira de R$ 2 milhões a título de dano moral coletivo.

O caso surgiu após uma apresentação realizada em 2024, quando a intérprete trocou o nome da divindade de matriz africana Iemanjá pelo termo Yeshua, referência a Jesus, durante a execução da música Caranguejo, composta por Durval Luz, Nino Balla, Luciano Pinto e Alan Moraes. O episódio gerou polêmica e motivou a denúncia por suposta ofensa a crenças religiosas afro-brasileiras.

Decisão judicial aponta ausência de risco iminente

No despacho, a magistrada responsável enfatizou que não existem indícios suficientes para caracterizar que a substituição tenha causado ou possa causar danos imediatos à coletividade.

Segundo a avaliação da Justiça, a alteração feita durante o show não configura ato discriminatório, racista ou de apropriação cultural das tradições religiosas de matriz africana.

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Com isso, não foi autorizada nenhuma medida cautelar que pudesse resultar em sanção rápida ou bloqueio de bens da cantora antes do julgamento final. A decisão reforça o entendimento de que a análise do caso deve ocorrer em um contexto mais amplo, respeitando o devido processo legal.

Claudia Leitte se mantém fora de medidas emergenciais

O indeferimento do pedido impede que Claudia Leitte seja obrigada a pagar qualquer quantia ou a se retratar de forma imediata. Ainda não há previsão de quando o processo principal será apreciado, mas o MPBA continuará com a tramitação normal da denúncia.

Especialistas em direito afirmam que ações dessa natureza, envolvendo figuras públicas e manifestações artísticas, exigem análise detalhada de contexto, intenção e repercussão social, o que pode prolongar o tempo até uma decisão definitiva.

Polêmica sobre liberdade artística e respeito religioso

O caso reacende o debate sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão artística e o respeito a crenças culturais e religiosas. Para alguns juristas, a troca do nome de Iemanjá por Yeshua em um espetáculo não implica, por si só, violação de direitos coletivos, especialmente quando não há evidências de discriminação ou incitação a preconceito.

Por outro lado, setores do movimento afro-brasileiro consideraram a substituição do nome como falta de sensibilidade cultural, reforçando a importância de diálogos entre artistas e representantes das tradições religiosas para evitar conflitos.

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