O religioso mencionou a parábola bíblica da viúva diante do juiz, citada no Evangelho de Lucas, e afirmou que a Igreja do Brasil está em situação semelhante.
Luís Roberto Barroso e Dom Adair. Arte: Portal de Prefeitura
Durante uma homilia recente, o bispo de Formosa, Dom Adair José Guimarães, fez críticas a Luís Roberto Barroso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e a decisões da Corte relacionadas a temas como o aborto. (Veja vídeo abaixo)
O religioso mencionou a parábola bíblica da viúva diante do juiz, citada no Evangelho de Lucas, e afirmou que a Igreja do Brasil está em situação semelhante, manifestando-se diante das decisões do Supremo.
“Diz-se diante de um juiz indiferente, Jesus a propõe como modelo de oração confiante. A Igreja do Brasil, como esta viúva, diante de um juiz, pede a Deus para que o amor não seja legalizado no Brasil. É muito triste quando um juiz do Supremo Tribunal Federal, ao deixar o seu trabalho, deixa duas canetadas. Aprovando o aborto e aprovando enfermeiros e enfermeiras para fazer aborto. Que triste, que triste sina de um homem que por ter nascido, agora quer favorecer o infanticídio e a morte das crianças.”
Veja vídeo:
Dom Adair fez referência direta a decisões recentes do Supremo e associou as medidas à “desvalorização da vida”. O bispo ainda afirmou que confia na ação divina sobre o coração dos magistrados.
“Nós, que no lugar dele agirá, não o juiz humano, mas o juiz divino, para tocar o coração dos seus pares, como já vem tocando, para que este absurdo não encontre guarida na nossa nação. O país que aprova aborto, ele despreza o ser humano na sua mais profunda dignidade, que é o embrião, o feto, em formação no ventre materno. O aborto, meus irmãos, não é uma questão religiosa apenas, é uma questão de princípio.”
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na noite da sexta-feira, 17 de outubro, pela descriminalização do aborto voluntário nas primeiras 12 semanas de gestação. Este é o segundo voto no Supremo a favor da liberação da interrupção da gravidez nesse período.
O posicionamento foi apresentado às vésperas da aposentadoria antecipada de Barroso, que passa a valer neste sábado (18), encerrando uma trajetória de 12 anos na Corte.
Em seu voto, o ministro ressaltou que “ninguém é a favor do aborto em si” e defendeu que o papel do Estado deve ser o de prevenção e acolhimento.
“O papel do Estado e da sociedade é o de evitar que ele aconteça, dando educação sexual, distribuindo contraceptivos e amparando a mulher que deseje ter o filho e esteja em circunstâncias adversas. Deixo isso bem claro para quem queira, em boa-fé, entender do que se trata verdadeiramente. A discussão real não está em ser contra ou a favor do aborto. É definir se a mulher que passa por esse infortúnio deve ser presa", escreveu o ministro.
Barroso argumentou ainda que a criminalização afeta de forma desproporcional meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.
“As pessoas com melhores condições financeiras podem atravessar a fronteira com o Uruguai, Colômbia, ir para a Europa ou valer-se de outros meios aos quais as classes média e alta têm acesso”, afirmou.
Segundo o ministro, praticamente nenhum país democrático e desenvolvido adota como política pública a punição penal à interrupção voluntária da gravidez nas primeiras semanas.
Após a leitura do voto de Barroso, o ministro Gilmar Mendes pediu que o tema seja analisado pelo plenário presencial do STF.
Mais cedo, o magistrado havia pedido o agendamento de uma sessão virtual extraordinária da Corte para a retomada do julgamento sobre o assunto. A medida foi aceita pelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin.
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
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