Astrônomo do Vaticano diz que Igreja Católica acolheria alienígenas e os batizaria. Arte: Portal de Prefeitura
O novo diretor da Specola Vaticana, o Observatório do Vaticano, o astrônomo indiano Richard Anthony D’Souza, afirmou que acolheria alienígenas na Igreja Católica e que batizaria seres extraterrestres, caso fosse possível o contato com eles.
Em entrevista ao jornal The Telegraph, D’Souza explicou que a teologia precisaria se adaptar diante da existência de outras formas de vida.
“Sim, sim, a teologia teria que se reinventar e levar em consideração esses outros seres. Todos eles são parte da criação de Deus. Seriam filhos de Deus”, declarou.
O astrônomo afirmou, no entanto, que o primeiro desafio seria a própria proximidade física, já que o batismo exige presença.
“Acreditamos que o batismo deve ser presencial. A questão seria como alcançá-los ou como eles nos alcançariam. Esses são os problemas práticos a resolver antes mesmo de falarmos sobre o batismo”, completou.
Natural de Goa, na Índia, o pesquisador de 47 anos cresceu em uma família cristã e construiu uma sólida carreira acadêmica. Ele é doutor pelo Instituto Max Planck, de Munique, e possui estudos realizados na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
D’Souza foi nomeado pelo Papa Leão XIV em julho deste ano e assumiu o cargo em 19 de setembro, sucedendo o irmão Guy Consolmagno, que estava à frente da Specola Vaticana desde 2015.
O novo diretor também comentou sobre o livro de Consolmagno, intitulado “Você batizaria um extraterrestre?… E outras perguntas da caixa de entrada dos Astrônomos no Observatório do Vaticano”, que inspirou parte da reflexão sobre a relação entre fé e vida fora da Terra.
A Specola Vaticana, criada no século XVI, é um dos observatórios astronômicos mais antigos do mundo e atua como um importante centro de pesquisa científica e teológica ligado à Santa Sé. Com a nova gestão, D’Souza promete manter o diálogo entre ciência e fé, mesmo que, para isso, seja preciso olhar além das estrelas.
O papa Leão XIV recebeu na quinta-feira, 23 de outubro, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outros mais de 130 movimentos sociais no Vaticano. Eles participaram da quinta edição do Encontro Mundial de Movimentos Populares; o primeiro foi realizado em 2014.
Durante a audiência, a representante do MST, Ayala Ferreira, presenteou o papa com uma bandeira com imagem do orixá Ossanha, também chamado de Ossain, associado à medicina natural nas religiões afro-brasileiras.
Além do MST, o Brasil também teve no encontro representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab).
O encontro integra uma série de diálogos entre o Vaticano e organizações populares que antecedem o Jubileu dos Movimentos Populares, marcado para o próximo fim de semana com uma missa na Praça de São Pedro. A iniciativa dá continuidade ao processo de aproximação com pautas sociais e ambientais iniciado pelo papa Francisco em 2014.
Ao discursar diante dos participantes, Leão XIV destacou que "a terra, o teto e o trabalho são direitos sagrados pelos quais vale a pena lutar". Ele também afirmou que os movimentos sociais exercem um papel essencial na construção da solidariedade e defendeu que a Igreja mantenha proximidade com essas causas.
"A Igreja deve estar com vocês: uma Igreja pobre para os pobres, uma Igreja que se inclina, que assume riscos, que é valente, profética e alegre", declarou, segundo o portal Vatican News.
O pontífice comparou acompanhar os movimentos populares ao apoio da Igreja para a criação de sindicatos no passado. "Suas lutas em prol da terra, da moradia e do trabalho por um mundo melhor merecem encorajamento", disse.
"Quando cooperativas e grupos de trabalho são formados para alimentar os famintos, abrigar os sem-teto, ajudar os náufragos, cuidar de crianças, criar empregos, ter acesso à terra e construir casas, devemos lembrar que não estamos promovendo ideologia, mas sim vivendo verdadeiramente o Evangelho", continuou.
Estadão Conteúdo.
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