Gunnar Nunes, Orisvaldo Nunes e Arthur Lira Foto: Reprodução
Uma denúncia recente levantou polêmica dentro da Assembleia de Deus em Alagoas (AD-AL). O jornalista Kléverson Levy afirmou que Gunnar Nunes Nicácio, filho do pastor Orisvaldo Nunes presidente da denominação no estado, teria se beneficiado de um “acordo de milhões” ao trocar de partido político, provocando tensão interna na igreja.
Segundo a reportagem, Gunnar, que atua como coordenador de Mídia e Relações Públicas Institucionais da AD-AL, deixou o Partido Liberal (PL), ligado ao prefeito de Maceió, JHC, para se filiar ao partido do deputado federal Arthur Lira. O movimento teria como objetivo fortalecer projetos eleitorais da própria Assembleia de Deus nas eleições de 2026, com valores negociados estimados entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões.
Levy destacou que, além da mudança partidária, dezenas de funcionários ligados à igreja e que ocupavam cargos comissionados na prefeitura de Maceió foram demitidos, aumentando o descontentamento entre fiéis e líderes regionais. Segundo o jornalista, a situação gerou divisão interna e debate sobre a relação entre fé e política.
“A ganância entre o poder e o dinheiro foi maior que o respeito aos fiéis que, de fato, mantêm a entidade em Alagoas”, escreveu Levy em seu artigo, ressaltando a insatisfação de membros da igreja diante do episódio.
A denúncia provocou repercussão entre fiéis, que apontaram conflito entre princípios religiosos e interesses políticos. Em templos de todo o estado, a situação teria gerado discussões sobre limites éticos e espirituais, evidenciando um dilema comum em instituições religiosas que se envolvem diretamente com a política.
Em seu artigo, o jornalista cita o livro de Êxodo, capítulo 20, lembrando que “não se deve invocar o nome do Senhor em vão”, reforçando que fé e política deveriam ser mantidas separadas. Até o momento, nem a Assembleia de Deus em Alagoas nem Gunnar Nunes Nicácio se manifestaram oficialmente sobre as acusações.
O caso segue aberto, com espaço para manifestação de todos os envolvidos, enquanto a repercussão entre fiéis e líderes religiosos continua a crescer.
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