André Valadão. Foto: Divulgação
Em um movimento que une fé e inovação, a Igreja Batista da Lagoinha decidiu entrar de vez no mercado financeiro com a criação do Clava Forte Bank S/A, uma fintech com foco no público cristão. A iniciativa, liderada pelo pastor André Valadão, marca uma nova etapa da atuação da igreja, que amplia sua influência além do púlpito.
Com sede em Belo Horizonte (MG), o banco digital se apresenta como uma alternativa às instituições financeiras tradicionais, oferecendo produtos e serviços personalizados para igrejas, líderes religiosos e fiéis. A proposta inclui desde contas digitais até soluções como cartões, financiamentos, seguros e suporte financeiro adaptado à realidade de comunidades religiosas.
A operação do banco conta com o envolvimento direto da família Valadão. Enquanto André atua como figura central da estratégia e comunicação institucional, sua esposa, Cassiane Montosa Pitelli Valadão, responde pela gestão executiva da fintech. O slogan escolhido, “Investindo no futuro, fortalecendo o Reino”, resume a proposta: aliar princípios cristãos à modernização dos serviços financeiros.
A ligação entre o banco e a igreja é evidente. Transmissões de cultos realizados por unidades internacionais da Lagoinha, como a de Madri, na Espanha, divulgam dados bancários do Clava Forte como canais oficiais de contribuição — o que sinaliza que a fintech também cumpre um papel logístico nas operações da igreja.
Entre os diferenciais do Clava Forte estão produtos pensados especialmente para o contexto religioso, como linhas de crédito voltadas à construção de templos, seguros para obreiros e cartões com limites ajustáveis à arrecadação de cada congregação. Além disso, a instituição aposta em uma plataforma digital que permite a gestão integrada das finanças, acessível por aplicativo.
Embora funcione como empresa privada, o Clava Forte Bank se posiciona como uma extensão da missão da Igreja da Lagoinha. Seus materiais de divulgação e identidade visual carregam símbolos e mensagens religiosas, reforçando o compromisso com os valores do segmento que pretende atender.
A Igreja Batista da Lagoinha enfrenta um momento delicado, marcado por disputas familiares que refletem na dinâmica da congregação. O pastor André Valadão, líder global da igreja, moveu uma ação contra Felippe Valadão, cunhado e responsável pela Lagoinha de Niterói. A controvérsia envolve o uso do nome “Lagoinha”, considerado uma marca registrada por André.
Ana Paula Valadão, irmã de André, defendeu Felippe e Mariana Valadão, sua outra irmã, em um posicionamento que trouxe ainda mais tensão à família. Durante uma pregação online, Ana Paula teve sua transmissão interrompida, gerando questionamentos na comunidade gospel.
O marido de Ana Paula, pastor Gustavo Bessa, lamentou o ocorrido, descrevendo a mensagem da esposa como “poderosa” e “confrontadora”. Nas redes, a cantora gospel continua a demonstrar apoio à irmã e ao cunhado, ampliando o distanciamento com André.
Com suas bases consolidadas desde 1957, a Lagoinha enfrenta o desafio de manter sua unidade. A crise familiar coloca em evidência as tensões nos bastidores da liderança, impactando a imagem da igreja.
Ana Paula Valadão desabafa em culto da Igreja da Lagoinha, após o irmão André Valadão entrar na justiça pelo poder da igreja e chegar a proibir o uso da marca Lagoinha nos cultos.
Lagoinha foi fundada em Belo Horizonte, em 1957. Virou um fenômeno no fim da década de 1990, impulsionada pelo sucesso da banda gospel Diante do Trono, liderada por Ana Paula Valadão.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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