Segundo a determinação publicada, igreja construída em um espaço de aproximadamente 6 mil metros quadrados deverá ser totalmente demolida no prazo de 60 dias.
Vereador do PT e Igreja em Aparecida de Goiania Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A decisão judicial que determinou a demolição da Igreja Templo da Glória de Deus, da Assembleia de Deus, no Parque Trindade, em Aparecida de Goiânia, gerou forte comoção entre fiéis e moradores da região. A sentença é resultado de uma ação civil pública apresentada há anos por um ex-vereador do PT, que contestou a doação do terreno feita pelo município. Embora o templo exista há mais de duas décadas e seja reconhecido pelo trabalho social que desenvolve, a Justiça entendeu que a área deveria retornar ao patrimônio público.
Segundo a determinação publicada em 16 de outubro, a igreja construída em um espaço de aproximadamente 6 mil metros quadrados deverá ser totalmente demolida no prazo de 60 dias. A ordem inclui também a desocupação de seis famílias que vivem na área ao redor do templo. A igreja deve entregar o terreno “limpo” ao município, enquanto a Prefeitura de Aparecida de Goiânia foi condenada a apresentar um projeto de recuperação e urbanização da área em até um ano.
A defesa da igreja argumenta que não houve invasão e que todo o processo de doação foi aprovado pela Câmara Municipal à época, seguindo os trâmites legais.
“Nós não chegamos aqui como invasores. Recebemos a área oficialmente do município, com autorização legislativa. Agora, depois de 20 anos, aparece uma decisão dessas”, afirmou o pastor Altair, responsável pelo templo.
Em apoio à congregação, o prefeito Leandro Vilela determinou que a Procuradoria do Município também apresente recurso. O objetivo é tentar reverter a decisão no Tribunal de Justiça.
“Vamos defender os interesses da comunidade religiosa. Confiamos que o tribunal irá rever a sentença”, declarou.
A igreja é conhecida na região pelas ações sociais que realiza. Além de cultos e atividades religiosas, mantém uma clínica de apoio para dependentes químicos e moradores de rua, que já atendeu mais de mil pessoas. Também distribui cestas básicas, roupas, verduras e oferece suporte espiritual e pedagógico a famílias carentes. Para muitos moradores, o templo funciona como um ponto de acolhimento comunitário.
Entre os fiéis, o clima é de insegurança.
“Se essa igreja deixar de existir, muitas famílias vão sofrer. Aqui a gente encontra ajuda, comida, roupas e apoio quando mais precisa”, relatou Mateus, morador atendido pelos projetos da instituição.
Com o prazo de cumprimento da sentença se aproximando, a comunidade aguarda a análise do recurso e torce para que a decisão seja revertida antes do fim do ano.
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
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