Presidente do sindicato da guarda municipal do Recife desabafa após ataque. Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
A presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Recife (Sindguardas Recife), Marília Viana, denunciou nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, a falta de recursos adequados para os servidores da categoria após um caso de violência contra agentes.
Segundo a dirigente, os guardas não podem utilizar os equipamentos disponíveis porque não receberam treinamento adequado.
"Não só a arma de fogo, bem como outros tipos de armamento, como armamentos não letais, como a Spark ou a Taser, que são armas de choque ou mesmo espargidores, nós trabalhamos sem nenhum equipamento e infelizmente nós temos equipamentos no comando da Guarda guardados, que não são fornecidos aos servidores, tão pouco fornecidos a eles treinamento para usá-los", disse.
Na manhã desta quarta-feira (12), um flanelinha atacou guardas municipais no centro do Recife, gerando tumulto no trânsito. O incidente ocorreu no cruzamento da Ponte Maurício de Nassau com o Cais do Apolo e foi registrado em vídeos enviados à nossa equipe.
As imagens mostram o agressor atacando os agentes, danificando uma viatura da Guarda Municipal e colidindo com outro veículo. Ele utilizou pedaços de entulho da calçada para agredir os guardas.
O vereador Eduardo Moura (NOVO) criticou a postura do prefeito João Campos (PSB) diante da violência entre torcidas organizadas do Sport e do Santa Cruz, ocorrida no dia 1º de fevereiro.
Para o parlamentar, o gestor tenta transferir a responsabilidade para o Estado, sem considerar que a segurança pública também deve ser uma preocupação da Prefeitura.
Moura destacou que Recife conta com apenas 1.500 guardas municipais, número insuficiente para garantir a segurança da população em eventos de grande porte. Além disso, afirmou que a Guarda Municipal não dispõe de armamento nem de treinamento adequado para atuar em situações de risco.
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A operação foi conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da PF.
Após os procedimentos na sede da corporação, a suspeita foi encaminhada para audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça Estadual.
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