Vereadora do PSOL, Jô Cavalcante. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
No dia 12 de junho, o governador do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), sancionou uma lei que obriga hospitais a exibirem cartazes com mensagens contrárias ao aborto legal. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município.
A medida faz parte do Projeto de Lei nº 2486/2023, de autoria dos vereadores Rogério Amorim (PL), Rosa Fernandes (PSD) e Marcio Santos (PV). A nova legislação se aplica a hospitais, instituições de saúde, clínicas de planejamento familiar e demais estabelecimentos vinculados à rede municipal de saúde.
Na justificativa do projeto, os autores alegam preocupação com possíveis impactos físicos e mentais decorrentes do aborto.
A sanção da lei gerou repercussão entre movimentos em defesa da legalização do aborto e lideranças políticas.
A vereadora do Recife, Jô Cavalcante (PSOL), criticou a decisão por meio das redes sociais, afirmando que a presença desses cartazes nas unidades de saúde representa uma forma de “espalhar desinformação”.
"Não basta perseguir quem precisa de aborto legal. Agora querem espalhar desinformação, de forma oficial, sobre o que a lei já garante. É guerra contra a verdade, contra a saúde, contra as mulheres. Não aceitaremos retrocessos nem mentira disfarçada de política pública! Seguiremos firmes: pelo direito de decidir e viver!", escreveu a veredaora em seu perfil no X (antigo Twitter).
O PSOL confirmou nesta quarta-feira, 4 de junho, que a vereadora do Recife, Jô Cavalcanti, irá disputar o Senado pelo partido nas eleições do próximo ano.
"De conhecimento público, a vereadora já estava sendo convidada por lideranças e dirigentes do PSOL para ser pré-candidata a senadora", publicou o partido em seu site oficial.
O presidente estadual do PSOL, Samuel Herculano, destacou que o nome de Jô foi apresentado ao Diretório Estadual e contou com a concordância dos diversos setores do partido.
"Nossa vereadora do Recife teve seu nome ratificado por unanimidade. Não houve divergências sobre a indicação de Jô Cavalcanti para concorrer ao Senado. É uma liderança de luta, com longa trajetória nos movimentos sociais, na luta por moradia, trabalho digno, contra o racismo e o machismo", afirmou.
“É urgente que mulheres negras, periféricas e do campo progressista ocupem cadeiras no Congresso Nacional. A luta nos mostra que o povo tem que estar no centro do poder e, infelizmente, o Senado ainda é um espaço de maioria conservadora, com pouca representação de mulheres e de pessoas negras. Nós podemos mudar isso”, afirmou a pré-candidata Jô Cavalcanti.
Governo
Na semana passada, a legenda também confirmou o nome de Ivan Moraes Filho para disputar o Governo de Pernambuco. A definição aconteceu após a reunião do Diretório Estadual do PSOL, que definiu pontos importantes do partido para as eleições de 2026.
“É meu aniversário e o PSOL acaba de me indicar como pré-candidato ao Governo de Pernambuco. Mas não, não é um presente. Trata-se de uma conquista que não é só minha, mas de muita gente que — comigo — tem fé na possibilidade de transformar a política. A palavra “fé” não é em vão”, escreveu o ex-vereador ao anunciar a sua pré-candidatura.
“Colocar-se na disputa institucional hoje em dia significa exatamente isso. Crer, acreditar, entender que dá, sim, pra fazer diferente. Arregaçar as mangas e botar a mão na massa é preciso, mesmo diante de tantas adversidades, com tantas violências acontecendo ao mesmo tempo e, muitas vezes, nos paralisando. O lema, portanto, é movimento”, pontuou.
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No documento, o bloco afirmou que já ingressou com um Mandato de Segurança na Justiça para assegurar o direito de instaurar a comissão.
Segundo relatos das vítimas, o problema teve início quando o elevador parou no 9º andar. Ao tentar subir para o 11º, o equipamento teria perdido força.
Maioria dos vereadores rejeitaram recursos de Paulo Muniz (PL) e Thiago Medina (PL), para investigar o prefeito João Campos (PSB).
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