Greve dos técnicos de enfermagem. Foto: Divulgação/Satenpe
Na manhã desta segunda-feira, 11 de novembro, cerca de 50 técnicos de enfermagem da rede Hapvida tomaram a Avenida Agamenon Magalhães, no centro do Recife, para realizar um protesto.
Reivindicando melhores condições de trabalho e maior respeito ao exercício profissional, os manifestantes denunciaram precariedades como a falta de materiais e infraestrutura inadequada, além de salários que consideram desproporcionais à responsabilidade da função e à carga de trabalho.
O protesto foi acompanhado de perto por lideranças sindicais, como o presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), Francis Herbert, que destacou que a mobilização também busca garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e o pagamento do piso salarial da categoria.
“Continuamos em greve para que a Hapvida respeite os técnicos de enfermagem”, afirmou Herbert, relembrando que, desde quarta-feira (6), os trabalhadores já estavam mobilizados e insatisfeitos com as respostas da empresa. Segundo ele, tentativas de diálogo e soluções pacíficas foram buscadas anteriormente, mas sem resultados efetivos. Esse cenário levou a categoria a tomar medidas mais incisivas para dar visibilidade às demandas e, assim, exercer pressão.
Diante do protesto e do bloqueio parcial da avenida, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) rapidamente direcionou equipes para o local, com o objetivo de organizar o fluxo de veículos, tentando minimizar os impactos para os motoristas e passageiros que precisavam passar pela área central da cidade. Com a presença de agentes, algumas vias foram parcialmente liberadas para reduzir os atrasos e possibilitar a passagem de ambulâncias e veículos de emergência.
Os Técnicos de Enfermagem da Hapvida realizaram mais um dia de greve, na quarta-feira, 6 de novembro. Com um caixão, os trabalhadores "sepultaram" a má administração da empresa e estão em luto para que cumpra com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e com o pagamento do piso.
O movimento continuou na quinta (7) e na sexta (8), em frente ao Hospital Ilha do Leite, no Recife, a partir das 7h. A greve foi declarada não abusiva após sessão extraordinária no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, solicitada pela Hapvida.
A relatora do processo, desembargadora Ana Cláudia Petruccelli, julgou improcedente o pedido e declarou a não abusividade da greve promovida pelos profissionais e o cumprimento da CCT.
Além disso, também determinou que não haverá corte de salários, "considerando antisindical qualquer conduta que configure represália ao movimento grevista".
O presidente do Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), Francis Herbert, denunciou a continuidade da Hapvida em contratar profissionais por meio de empresas terceirizadas, precarizando os vínculos trabalhistas e o repasse dos valores aos funcionários abaixo do salário mínimo.
"No próprio TRT da 6ª Região, houve mediação sobre a Convenção Coletiva de Trabalho e, agora, a legalidade da greve. Mesmo assim, a empresa ainda não informou um prazo para resolver essas reivindicações. É dessa forma que a Hapvida mostra para toda a sociedade o verdadeiro tratamento com os Técnicos de Enfermagem. Essa luta, que cresce a cada dia, não vai parar. Continuamos firmes para cobrar mais respeito e reconhecimento", afirmou.
3
12:05, 27 Mar
30
°c
Fonte: OpenWeather
A mobilização ocupou trechos da Avenida Agamenon Magalhães e provocou lentidão no trânsito nas primeiras horas do dia.
Antes da equipe de socorro chegar, duas menores foram retiradas da água por populares. A terceira menina estava desaparecida, mas foi encontrada pelos Bombeiros.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o comunicador atualizou seu estado de saúde e fez questão de agradecer o apoio recebido durante o período de internação.
mais notícias
+