Professores da Rede Municipal de Ensino cobram que o prefeito João Campos aplique 6,27% nos vencimentos e cumpra o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.
10 de abril de 2025 às 11:29 - Atualizado às 12:19
SIMPERE faz assembleia na prefeitura por reajuste salarial, nesta quinta (10), com risco de greve Imagem: Arte/Portal de Prefeitura
O Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife (SIMPERE) realiza uma nova Assembleia Geral no Pátio da Prefeitura, nesta quinta-feira, 10 de abril, às 14h, no mesmo horário em que acontece a mesa de negociação com a gestão municipal.
A categoria pode decretar estado de greve caso a Prefeitura não apresente uma proposta de reajuste à altura do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.
O SIMPERE cobra o cumprimento da Lei Federal nº 11.738/2008, que determina que os vencimentos dos profissionais da educação básica sejam atualizados anualmente. Para 2025, o reajuste fixado pelo Governo Federal é de 6,27%, e a categoria exige que esse percentual seja aplicado com repercussão em toda a carreira e pagamento retroativo a janeiro.
Até o momento, no entanto, a Prefeitura do Recife não apresentou nenhuma proposta de reajuste salarial aos professores. A única medida anunciada foi um acréscimo de R$ 1,00 no tíquete-alimentação para todos os servidores municipais, a partir de abril — valor considerado irrisório, especialmente diante do custo médio de uma refeição na Região Metropolitana do Recife.
“O que a gestão tem feito é um desrespeito com toda a categoria. Não oferecer nenhuma proposta de reajuste, enquanto esperamos o cumprimento de uma lei federal, é tratar com desprezo a educação pública do Recife”, afirma Jaqueline Dornelas, da coordenação geral do SIMPERE.
Desde dezembro do ano passado, o sindicato vem conduzindo a campanha salarial 2025 com o mote “Pelo Piso e pela Carreira”, realizando atos públicos, visitas às escolas e escuta ativa da categoria. Além da valorização salarial, a mobilização também inclui a cobrança por melhores condições de trabalho, como a presença de auxiliares em sala para estudantes atípicos, uma demanda construída em conjunto com mães e familiares dessas crianças.
“Se a Prefeitura continuar ignorando as nossas pautas, o estado de greve será o caminho legítimo da categoria. Estamos preparados para seguir lutando até que nossos direitos sejam respeitados”, reforça Anna Davi, também da coordenação do SIMPERE.
O SIMPERE convoca todos os profissionais da educação da rede municipal do Recife a comparecerem à assembleia, reforçando a mobilização em defesa da valorização profissional, do piso e da carreira.
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