O laudo que foi encaminhado para análise judicial foi obtido com exclusividade pela coluna Segurança.
01 de fevereiro de 2025 às 17:11 - Atualizado às 17:14
Turista morto em boa viagem Foto: Redes sociais/Reprodução
A poucos dias de completar um ano da morte do turista carioca Talles de Couto Lemgruber Kropf, de 35 anos, durante um assalto em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a Justiça está prestes a dar um desfecho ao processo. O réu, Edva Alexandre da Silva, foi considerado imputável após exame de sanidade mental, o que significa que ele compreendia o crime que cometeu no dia 14 de fevereiro de 2024.
O laudo, que foi encaminhado para análise judicial, foi obtido com exclusividade pela coluna Segurança. A solicitação do exame partiu da Defensoria Pública Estadual, durante audiência de instrução e julgamento em junho do ano passado.
O motivo foi o histórico de uso de drogas do acusado, o que, em princípio, poderia justificar sua possível inimputabilidade.
De acordo com o documento, assinado por um médico do Núcleo de Psiquiatria Forense da Secretaria de Defesa Social (SDS), Edva relatou em seu depoimento que não teve intenção de matar o turista, que estava em Recife para curtir o Carnaval com amigos.
"Não queria fazer aquilo, aquela tamanha barbaridade", disse o réu. Ele explicou que, durante o assalto, tentou intimidar Talles com uma faca, mas não pretendia causar sua morte.
"Eu queria subtrair o bem para pagar uma dívida que eu estava, e acabei causando essa perda para a família dele, para minha também. Sei que nada justifica o que fiz, o uso de droga. Mas eu não tive a intenção de tirar a vida daquele jovem", completou o acusado.
O crime ocorreu após Talles deixar a festa Carvalheira na Ladeira, em Olinda, e seguir para Boa Viagem, onde estava hospedado. Ele caminhava pela Avenida Domingos Ferreira, próximo a um bar, quando foi abordado por Edva. A vítima foi atingida com uma facada no tórax, sendo socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento da Imbiribeira, zona sul do Recife, mas não resistiu aos ferimentos.
Edva foi preso dias após o crime, após imagens de câmeras de segurança ajudarem na sua identificação. Ele admitiu à polícia que vendeu o celular de Talles por R$ 200.
Em seu exame de sanidade mental, Edva revelou que teve uma infância marcada por violência, com o padrasto batendo nele e na mãe. Começou a se envolver com drogas aos 12 anos e chegou a ser internado quatro vezes, sem conseguir se desvincular do vício. Ele afirmou que não faz uso de medicamentos atualmente.
O psiquiatra responsável pelo laudo destacou que Edva estava consciente e orientado durante a avaliação. Segundo o documento, "o comportamento foi colaborativo e apropriado ao contexto, sem sinais de agitação ou inibição", e "não foram detectadas alterações no curso do pensamento, sendo este lógico e organizado". Não houve evidências de delírios ou alucinações, e a capacidade de discernir o certo do errado do réu estava intacta.
O laudo também apontou que Edva sofre de "síndrome de dependência de múltiplas drogas", mas ressaltou que isso não justifica o ato criminoso. O psiquiatra concluiu que ele apresenta "elevada periculosidade e inclinação para a prática contumaz de crimes".
Com o resultado do exame, o Ministério Público de Pernambuco, que já havia solicitado a condenação de Edva, e a defesa do réu devem apresentar as alegações finais no processo. Em seguida, o juiz da 13ª Vara Criminal da Capital proferirá a sentença. Como se trata de um crime de latrocínio, não haverá júri popular.
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