Cidade do Recife. Cidade do Recife.
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) anunciaram, nesta quinta-feira, 2 de maio, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), em Pernambuco, como instituição selecionada para atuar como Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética.
Com o investimento de R$ 60 milhões, o Centro de Competência terá um credenciamento com duração de 42 meses e atuará em quatro linhas temáticas de pesquisa: Gestão de Identidade e Acesso; Proteção e Privacidade de Dados; Inteligência para Ameaças Cibernéticas; Aspectos legais, Éticos e Comportamentais.
O anúncio foi realizado no próprio CESAR, na cidade do Recife, e contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, de autoridades de Pernambuco e de representantes da indústria.
“A cibersegurança é uma ferramenta poderosa para garantir o funcionamento adequado de sistemas hoje indispensáveis, como os canais do governo, que fornecem à população serviços digitais para facilitar o acesso dos cidadãos às informações e procedimentos de maneira rápida e segura”, disse a ministra do MCTI.
Para o presidente da Embrapii, Francisco Saboya, com a crescente digitalização de processos industriais e o aumento da conectividade, proteger sistemas e dados contra ameaças cibernéticas tornou-se uma prioridade.
“Segurança Cibernética não é uma questão de um futuro distante. Esse Centro de Competência é uma ação da Embrapii sobre um futuro imediato. Uma infraestrutura robusta de segurança cibernética não apenas protege os ativos das empresas, mas também promove a inovação e o crescimento sustentável, ao permitir que as organizações aproveitem ao máximo os benefícios da era digital".
"A seleção do CESAR como uma das unidades gestoras do Centro de Competência Embrapii é um marco importante de nossa jornada histórica. Desde sua fundação sempre buscamos transformar os caminhos que unem pesquisa científica e produção de conhecimento, que precisa ser materializado para atender as demandas complexas que surgirão para a sociedade brasileira. A segurança cibernética é uma delas”, avalia Eduardo Peixoto, CEO do CESAR.
O MCTI e a Embrapii já anunciaram outros oito Centros de Competência em áreas estratégicas e em temas de fronteira:
Tecnologia e infraestruturas de Conectividade 5G e 6G; Open RAN; Tecnologias Imersivas Aplicadas a Mundos Virtuais; Mobilidade Elétrica; Agricultura Digital; Sensoriamento Inteligente; Tecnologias Quânticas; Terapias Avançadas, com investimento total de R$ 495 milhões pela Embrapii.
Desses, R$ 480 milhões, destinados pelo MCTI, e R$ 15 milhões pelo Ministério da Saúde.
O modelo é inédito no país e tem o objetivo de gerar conhecimento e capacitar recursos humanos que irão apontar novos caminhos para atender aos desafios futuros que serão impostos ao setor industrial, por meio da interação com Centros de Competência de excelência e um pool de empresas industriais.
A iniciativa combina ações de ampliação e fortalecimento de competência científica e tecnológica em PD&I; formação e capacitação de recursos humanos para PD&I; estabelece associação tecnológica com a indústria; e atrai e cria startups, em um ambiente de inovação aberta.
“A realização de atividades de P&D em áreas emergentes é estratégica para projetar a indústria nacional em um novo patamar de competitividade. Os Centros de Competência Embrapii contribuem para orientar e ampliar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em áreas estratégicas para a indústria nacional”, explica Saboya.
Já no Brasil, assim sendo, de acordo com pesquisa feita pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), realizada em 2022, o país foi a segunda nação mais atingida por ataques cibernéticos na América Latina.
Por conseguinte, foram cerca de 103,16 bilhões de tentativas de ataques, um aumento de 16% em relação a 2021.
Segundo um recente relatório da seguradora Hiscox, o cenário dos crimes cibernéticos em 2024 revela uma tendência preocupante no mundo: ao menos 46% das empresas globais com mais de 250 funcionários admitiram ter pagado resgates para salvaguardar dados de clientes no ano passado.
Também 42% das empresas pequenas e médias empresas com menos de 250 funcionários consultados preferiram pagar pelo silêncio das quadrilhas.
Da redação do Portal com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
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