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Guardas Municipais cobram João Campos por atraso no pagamento de horas extras: 'inadmissível'

Alessando Sena, vice-presidente do Sindguardas, criticou o prefeito por não pagar o adicional de 50% prometidos, afirmando que são obrigatórias.

Ricardo Lélis

30 de janeiro de 2026 às 21:06   - Atualizado às 21:17

Vice presidente do Sindguardas Recife, Alessandro Sena, e o prefeito do Recife João Campos.

Vice presidente do Sindguardas Recife, Alessandro Sena, e o prefeito do Recife João Campos. (Fotos: Reprodução e Portal de Prefeitura)

O vice presidente do Sindicato dos GCMs, Inspetores, Subinspetores e Agentes de Trânsito do Recife (Sindguardas Recife) Alessandro Sena, relatou em seu perfil nas redes sociais, nesta sexta-feira, 30 de janeiro, os atrasos e erros no pagamento de horas extras aos guardas municipais do Recife. 

Segundo Sena, a prefeitura afirmou que houve um erro de comunicação entre o Conselho de Política Pessoal (CPP) e a a secretaria responsável pela publicação da instrução normativa.

Alessando então criticou a gestão municipal por não pagar o adicional de 50% prometido para as horas extras, que são obrigatórias e implicam em punições caso o guarda não compareça, como deixar de receber promoções.

Ele considera a situação desumana e exige que o prefeito João Campos (PSB) resolva o problema, afirmando que essa é apenas a ponta do iceberg de outros problemas na Guarda Municipal.

Efetivo da Guarda Municipal

A Guarda Municipal do Recife vive um momento crítico. Com mais de uma década sem a realização de concursos públicos, o efetivo da corporação caiu para o menor nível da série histórica, deixando a segurança de parques, praças e demais espaços públicos comprometida. Nos últimos seis anos, a cidade perdeu cerca de 345 guardas, o que representa uma redução de 18% do quadro.

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Efetivo em queda e impacto na segurança urbana

De acordo com os últimos dados levantados pela Prefeitura do Recife via Lei de Acesso à Informação (LAI), a cidade conta atualmente com 1.663 guardas municipais, o menor efetivo da série histórica.

Nos últimos seis anos, a corporação perdeu 345 servidores, uma redução de 18% no quadro, o que compromete diretamente a segurança de parques, praças e outros espaços públicos.

Segundo o sindicato da categoria, SINDGUARDAS, a situação exige urgência, com estimativa de abertura de 300 a 500 vagas no próximo concurso, ainda sem data confirmada. A recomposição do efetivo é considerada essencial para a manutenção da ordem e segurança da cidade.

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