Polícia prende e leva estuprador para a Delegacia da Mulher do Rosarinho. Foto: g1PE
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu um estuprador em série que atuava em bairros centrais do Recife. Até o momento, os investigadores identificaram quatro vítimas: duas adolescentes, de 16 e 17 anos, e duas mulheres com cerca de 20 anos.
O criminoso, de 27 anos, mora no bairro do Jordão, na Zona Sul da capital. Ele foi preso na última segunda-feira (14), na Delegacia da Mulher do Rosarinho, localizada na Zona Norte. A polícia havia convocado o suspeito para prestar esclarecimentos sobre outro assunto, mas já tinha em mãos um mandado de prisão.
Condenado por roubo em 2018, o homem teve seu DNA coletado no ano seguinte e inserido no Banco de Perfis Genéticos de Pernambuco. Atualmente, o banco estadual reúne cerca de 26 mil amostras. A partir da análise do material genético, os agentes conseguiram ligá-lo aos casos de estupro e avançar nas investigações.
De acordo com a delegada Larissa Souza, da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, o primeiro estupro identificado ocorreu em 2023, com uma adolescente de 16 anos. Já os outros três aconteceram entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, sendo as vítimas outra adolescente e duas mulheres adultas.
“O modus operandi dele era abordar as vítimas à luz do dia, em locais com grande circulação de pessoas”, detalhou a delegada.
Ela acrescentou que dois dos casos, por envolverem menores de idade, foram registrados na Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA).
Em um dos crimes, o estuprador assaltou um ônibus e obrigou uma mulher a descer com ele para cometer o abuso. Em outro episódio, fingiu ajudar uma vítima de assalto no Marco Zero. Após ganhar sua confiança, a ameaçou com uma arma e a levou para um motel na Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista.
A delegada ainda informou que a polícia segue investigando outros possíveis casos.
“É possível que existam outras vítimas, mas com comprovação por DNA identificamos estas quatro até agora”, afirmou.
O perito forense Jeyzon Valeriano também destacou a importância do banco de perfis genéticos para o avanço das investigações.
“Pernambuco tem o terceiro maior número de perfis genéticos de condenados cadastrados, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo”, explicou.
Valeriano completou:
“Os dados genéticos coletados em Pernambuco fazem parte de um banco nacional e têm ajudado a esclarecer muitos casos. Aqui no estado, 85% dos condenados por crimes violentos estão no sistema”.
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