Vereador Eduardo Moura e prefeito João Campos. Foto: Divulgação
O vereador do Recife Eduardo Moura (NOVO) se pronunciou nas redes sociais, neste sábado, 1° de fevereiro sobre a notícia de que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou trancar as investigações contra secretarias da gestão João Campos (veja o vídeo abaixo).
O parlamentar afirmou que não se surpreendeu com a decisão do decano.
"Eu não recebi com surpresa a notícia que saiu ontem à noite, quase na madrugada de hoje da decisão do ministro Gilmar Mendes de barrar as investigações que haviam acabado de serem reabertas para apurar possível corrupção na prefeitura do Recife", disse.
Moura relembrou como toda a situação se iniciou, com a polêmica nomeação para o cargo na Procuradoria-Geral do município, gerando, o que ele chamou, da abertura da caixa de Pandora.
O vereador também questionou sobre o esforço da gestão para abafar a apuração do Ministério Público e da Justiça.
"O que eu quero que você se questione é por que tanto esforço para não deixar essa caixa de Pandora aberta? Porque tanto esforço para que não haja investigação para saber se houve ou não corrupção nesses atos, se está tudo certo, eu pelo menos ia querer mais que investigue, ia fazer de tudo para abrir todas as informações possíveis, porque eu ia provar que eu sou honesto, que eu não sou corrupto", afirmou.
Eduardo Moura então concluiu que "coisa errada na história".
"A conclusão que você pode tirar disso, lógica, é que tem coisa errada na história, é que provavelmente há corrupção na prefeitura do Recife e que de todas as formas, o prefeito do Recife, líder do PSB, está fazendo de tudo para que não haja investigação", finalizou.
Menos de uma semana após a denúncia de que a Polícia Civil estaria monitorando, de forma supostamente ilegal, o chefe de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma sentença em que determinou o trancamento de um outro caso de investigação de três secretárias da gestão municipal.
De acordo com a decisão publicada na sexta-feira (30), a qual o G1 teve acesso, as secretárias Luciana Caroline Albuquerque D’Angelo, da Saúde; Maíra Fischer, de Administração; e Adynara Maria Queiroz Melo Gonçalves, executiva de Articulação e Fortalecimento dos Conselhos da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, afirmam que estão sendo alvo de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Pernambuco.
A petição é apresentada pelo PSB, partido do prefeito João Campos, e subscrita pelas secretárias.
Segundo o processo, apuração contra as secretárias teve início para investigar supostas irregularidades na adesão do Município do Recife a atas de registro de preços de consórcios intermunicipais.
Na decisão, o ministro mandou encerrar o procedimento investigatório criminal conduzido pelo Gaeco ao concluir que houve desvio de finalidade, falta de definição clara do objeto da investigação e violação ao princípio da neutralidade estatal estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal.
Gilmar Mendes também determinou que o Gaeco fosse intimado para ciência da decisão, com a advertência de que deve se abster de realizar qualquer ato investigativo sem respaldo mínimo de provas e de divulgar, direta ou indiretamente, informações ou documentos de procedimentos sigilosos, sob risco de responsabilização funcional, administrativa e penal.
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