A manifestação tem como alvo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por conta do Caso Master, e o presidente Lula.
Clarissa e Júnior Tércio ao lado de Jair Bolsonaro em protesto. (Foto: Divulgação)
A deputada federal Clarissa Tércio (PL-PE) e o deputado estadual pastor Júnior Tércio (PL) utilizaram as redes sociais nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, para convocar apoiadores a participar do protesto "Acorda Brasil", que vai ocorrer no próximo domingo (1°), em frente à Padaria Boa Viagem, no Recife, a partir das 14h.
A manifestação tem como alvo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por conta do Caso Master, além do presidente Lula (PT).
"Vista verde e amarelo, leve sua bandeira e traga sua coragem. Esse é o momento de mostrar que o Brasil pertence ao seu povo. Nos encontramos lá", diz publicação.
A deputada federal Clarissa Tércio usou suas redes sociais, em dezembro do ano passado, para comentar as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que alteram diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) relativos ao afastamento de ministros da Corte.
Entre essas alterações estão o quórum necessário para a abertura de processo de impeachment contra ministros do STF, a legitimidade para apresentação de denúncias e a possibilidade de se interpretar o mérito de decisões judiciais como conduta típica de crime de responsabilidade.
Para a deputada, o Supremo teria "ultrapassado todos os limites" com a decisão do decano, e que as medidas tiram o direito das pessoas. Além disso, a parlamentar afirmou que a decisão seria uma forma de "blindar" os ministros do Supremo.
"O STF ultrapassou todos os limites. Com a decisão de Gilmar Mendes, o direito do povo de questionar ministros simplesmente deixou de existir. Algo que deveria ser democrático virou poder concentrado nas mãos de uma única autoridade indicada pelo governo. Isso não é proteção institucional, é blindagem", escreveu a deputada.
Clarissa afirmou que, em outros lugares, tais ações poderiam ser investigadas, mas, segundo a parlamentar, no Brasil isso não acontece.
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