O veredaor Alef Collins questionou a falta de transparência no detalhamento da aplicação dos recursos e criticou o aumento do endividamento da cidade.
Alef Collins. Foto: Divulgação
Durante sessão na Câmara Municipal do Recife, nesta segunda-feira, 16 de junho, o vereador Alef Collins (PP) se posicionou de forma contundente contra o novo pedido de empréstimo de R$ 900 milhões feito pela gestão do prefeito João Campos (PSB).
O parlamentar questionou a falta de transparência no detalhamento da aplicação dos recursos e criticou o aumento do endividamento da cidade.
Na avaliação de Collins, a Prefeitura não apresenta melhorias significativas em áreas essenciais, como saneamento e drenagem, e, mesmo assim, volta a recorrer a empréstimos milionários.
“O que a gente vê são ruas alagadas com pouca chuva. Então fica essa interrogação: será que, mais uma vez, a Prefeitura vai investir de forma coerente? Porque é isso que a gente não vê”, disparou.
Veja vídeo abaixo:
O vereador apontou ainda que, dos R$ 900 milhões solicitados, apenas R$ 440 milhões estão descritos na nota técnica enviada à Câmara, e mesmo assim, segundo ele, de forma pouco clara.
“E o resto? Como fica a outra parte do empréstimo que não está sendo explicada para o povo do Recife?”, questionou, cobrando mais transparência da gestão municipal.
Collins também criticou a ausência de informações sobre os juros e encargos da operação financeira.
“Quando qualquer cidadão vai ao banco, sabe exatamente quanto vai pagar de juros. Aqui não dizem nada. Que banco bom é esse, que não cobra juros? Porque todo mundo sabe que não é assim que funciona”, ironizou.
Ao declarar voto contrário, o vereador reforçou sua posição contra o que chamou de “endividamento irresponsável”.
“O povo recifense não precisa de mais empréstimo. Porque, com essa gestão que a gente tem, é só mais dívida no bolso do povo, que já sofre e não vê a melhoria na ponta”, afirmou.
Apesar das críticas da oposição, o projeto foi aprovado por maioria dos vereadores presentes na Casa.
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O vereador aponta um aumento de 29% nos gastos e afirma que valor pode superar R$ 103 milhões até o fim de 2026.
A operação apura a possível participação de integrantes do grupo em crimes de corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ato acontece nesta terça-feira (25), às 19h, na Praça do Campo Santo, e vai instalar 100 cruzes em memória das mulheres vítimas de feminicídio.
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