Mandados foram cumpridos em nova etapa da Operação Roça, que investiga uma organização com atuação dentro e fora de Pernambuco.
08 de outubro de 2026 às 10:17 - Atualizado às 10:28
FICCO-PE Foto: Divulgação
Dois homens apontados pela investigação como integrantes da liderança de uma organização criminosa foram presos em Petrolina, no Sertão, e Caruaru, no Agreste de Pernambuco. As prisões ocorreram na terça-feira, 6 de outubro, e na quarta-feira (7), em um desdobramento da Operação Roça, que apura tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os investigados têm 47 e 33 anos. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (Ficco-PE), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, a Dintel.
A primeira ordem judicial foi cumprida na tarde de terça-feira, no bairro Cidade Universitária, em Petrolina. No dia seguinte, os agentes localizaram o outro suspeito no bairro Universitário, em Caruaru.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Orocó, também no Sertão pernambucano. Após o cumprimento das medidas, os dois homens foram encaminhados ao sistema prisional e ficaram à disposição da Justiça.
A Operação Roça foi deflagrada em 18 de março de 2026, mas as apurações começaram em 2023. Naquela etapa, o objetivo era desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas e armas, roubos de cargas e lavagem de dinheiro.
A investigação identificou uma estrutura que utilizava empresas de fachada, com atuação predominante no Sertão de Pernambuco. A ofensiva de março também alcançou Palmas, no Tocantins, e Manaus, no Amazonas.
Na ocasião, foram anunciados 15 mandados de prisão temporária e 49 de busca e apreensão. As medidas incluíam bloqueio de ativos financeiros de até R$ 5 milhões e sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados.
Segundo a apuração divulgada naquela fase, o grupo mantinha divisão de funções entre liderança, logística e gestão financeira. Empresas e terceiros seriam utilizados para ocultar a origem dos recursos obtidos nas atividades criminosas.
A Ficco-PE reúne as polícias Federal, Civil, Militar e Penal, além da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser encaminhadas ao Disque-Denúncia, pelo telefone (81) 3421-9595. O serviço garante o sigilo de quem fornece os relatos.
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A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) orientou que o volume fosse mantido em uma área segura e que não fosse aberto ou manipulado.
Investigação começou após a vítima relatar ameaças e transferências por Pix; suspeita foi localizada no interior do Ceará.
O grupo é suspeito de comércio ilegal de armas, vazamento de dados restritos da segurança pública e lavagem de capitais em benefício da facção criminosa, que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense.
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