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SERIAL KILLER: Polícia prende HOMEM suspeito de MATAR pelo menos 10 PESSOAS

Albino Santos de Lima, de 47 anos, armazenava fotos de lápides de suas vítimas em cemitérios, reforçando o comportamento macabro do acusado.

Ricardo Lélis

18 de novembro de 2024 às 17:23   - Atualizado às 17:33

Homem é preso acusado de matar 10 pessoas.

Homem é preso acusado de matar 10 pessoas. Fotos: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas identificou Albino Santos de Lima, de 47 anos, como o responsável por uma série de assassinatos em Maceió, após uma investigação detalhada e exames periciais realizados pelo Instituto de Criminalística. Com 10 vítimas confirmadas – sete mulheres e três homens – ele é considerado o maior serial killer do estado.  

O caso ganhou notoriedade após o assassinato de Ana Beatriz, uma adolescente de 13 anos, em setembro deste ano. Ana foi perseguida e morta a tiros ao sair de uma arena de esportes.

O crime levou a Polícia Civil a perceber um padrão entre os homicídios, todos concentrados em um raio de 800 metros ao redor da casa do suspeito.  

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para identificar Albino, preso após a emissão de um mandado judicial. Durante a operação, uma pistola calibre .380 e um celular foram apreendidos, sendo considerados elementos cruciais para conectar o acusado aos crimes.  

O delegado Gilson Rego, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o comportamento do assassino era metódico e restrito ao perímetro de sua residência. Ele agia, em geral, à noite, usando roupas escuras e boné para dificultar sua identificação.  

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“Ele é um predador, um assassino em série, extremamente frio e calculista”, destacou o delegado.  

Exames balísticos realizados pela perita criminal Suely Mauricio confirmaram que a arma apreendida foi usada em todos os homicídios.

A análise detalhada dos projéteis e estojos coletados nas cenas dos crimes permitiu ligar Albino aos assassinatos, graças ao trabalho de micro comparação balística.  

O celular de Albino continha pastas com arquivos perturbadores. Ele mantinha registros das vítimas em diretórios nomeados como “Odiadas Instagram” e “Mortes Especiais”.

Além disso, o dispositivo armazenava fotos de lápides de suas vítimas em cemitérios, reforçando o comportamento macabro do acusado.  

Em depoimento, Albino confessou oito dos assassinatos, alegando que suas vítimas tinham ligações com facções criminosas.

No entanto, as investigações não corroboram essa versão. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram escolhidas com base em características físicas específicas, como mulheres jovens, negras, de cabelos cacheados, incluindo uma mulher trans que correspondia ao perfil.  

Com a prisão de Albino, considerado um dos casos mais marcantes da história criminal de Alagoas, a Polícia Civil segue aprofundando as investigações para confirmar se ele pode estar ligado a outros crimes.  

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