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"Ninguém vai nos parar", diz policial do BOPE após megaoperação na Penha e Alemão; veja vídeo

No vídeo, o policial fala sobre o líder da facção na região, Edgard Alves Andrade, o "Doca ou Urso", investigado por mais de 100 homicídios e execuções de crianças.

Gabriel Alves

30 de outubro de 2025 às 08:40   - Atualizado às 08:40

Blindado da PMERJ e policiais do BOPE.

Blindado da PMERJ e policiais do BOPE. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O perfil do Batalhão de Operações Policiais Especiais - PMERJ (BOPE) publicou um vídeo em suas redes sociais na quarta-feira, 29 de outubro, falando sobre a expansão do Comando Vermelho no Brasil, tendo como refúgio de lideranças, os complexos do Alemão e Penha, no Rio de Janeiro, palcos para a megaoperação das polícias civis e militares cariocas, deflagrada na terça (28). (veja vídeo abaixo)

A ação, denominada Operação Contenção, resultou na morte de 119 pessoas, sendo quatro policiais e 115 suspeitos, segundo o levantamento do Governo Estadual, contradizendo a Defensoria Pública, cujo saldo de óbitos foi apontado como 132. No vídeo, o agente que apresenta fala sobre o líder da facção na região, Edgard Alves Andrade, o " Doca ou Urso", investigado por mais de 100 homicídios e execuções de crianças.   

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Número de mortos

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou, na manhã da quarta-feira, 29 de outubro, 132 mortos resultantes da megaoperação realizada nos complexos da Penha e Alemão na terça (28). Moradores das regiões, ambas localizadas na Zona Norte, empilham os corpos que estão sendo encontrados, nas ruas, com o intuito de contabilizar o número de óbitos.

Na terça-feira (28), o Governo Estadual havia informado que 64 pessoas morreram durante a Operação Contenção, deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

Já Felipe Curi, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), atualizou o número de mortos após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão. De acordo com o delegado, 119 pessoas morreram, sendo quatro policiais e 115 suspeitos. A ação também resultou em 113 prisões e na apreensão de 10 adolescentes.

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Durante a operação, as forças de segurança apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos. Curi informou que os 115 mortos foram classificados como “opositores”, em referência a tentativas de homicídio contra os agentes.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, explicou que uma das estratégias adotadas foi a criação de um “muro do Bope”, referência à atuação do Batalhão de Operações Especiais na área de mata da Serra da Misericórdia, localizada entre os dois complexos. Segundo ele, o objetivo era conter o avanço dos suspeitos e evitar confrontos em áreas habitadas.

“Incluímos a incursão de tropas do Bope para a parte mais alta da mata da Misericórdia, criando um muro do Bope, fazendo com que os marginais fossem empurrados para a área mais alta. Nosso objetivo principal era proteger as pessoas de bem da comunidade”, afirmou Menezes.

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