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Polícia confirma que traficante "Doca" mandou matar irmão de deputada do PSOL, executado por engano

O crime ganhou grande repercussão nacional por ter sido um erro de identificação que levou à execução de médicos inocentes.

Ricardo Lélis

01 de novembro de 2025 às 16:24   - Atualizado às 16:24

Deputada federal Sâmia Bomfim ao lado do irmão, Diego Ralf Bomfim.

Deputada federal Sâmia Bomfim ao lado do irmão, Diego Ralf Bomfim. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, foi o mandante da morte de três médicos assassinados na Barra da Tijuca, em outubro de 2023. Entre as vítimas estava Diego Ralf Bomfim, irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

De acordo com as investigações, os criminosos confundiram um dos médicos com o verdadeiro alvo, que seria o filho de um miliciano rival do Comando Vermelho. O crime ganhou grande repercussão nacional por ter sido um erro de identificação que levou à execução dos profissionais.

Os médicos estavam hospedados em um hotel em frente ao quiosque onde ocorreu o ataque e participavam do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo (Mifas).

Após o crime, os autores da execução também foram mortos. Segundo a polícia, eles foram assassinados pelo “tribunal do tráfico”, a mando do próprio Doca, que teria se irritado com a repercussão negativa do caso. Os corpos foram encontrados dentro de dois carros na Zona Oeste do Rio.

Traficante Doca

A investigação e denúncia do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro à Justiça, que embasou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha na última terça-feira, 28 de outubro, detalhou os cargos e a hierarquia dos membros do Comando Vermelho (CV) que atuam na região, considerada uma das principais bases da facção criminosa.

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Apesar de ter investigado e denunciado 69 membros do CV, o MP não participou da operação, que se tornou a mais letal da história do Rio, com ao menos 121 mortos, e foi realizada pelas polícias Civil e Militar. De acordo com o procurador-geral de Justiça do Estado, Antônio José Campos Moreira, o MP investigará as ações das polícias e está acompanhando o trabalho de reconhecimento dos corpos.

Segundo a investigação, o Comando Vermelho tem levado à frente, nos últimos anos, um "projeto expansionista", concentrando ofensivas na região de Jacarepaguá, na zona oeste carioca.

As disputas para avançar nessa guerra sangrenta, diz a Promotoria, vem "acarretando dezenas de mortes ao longo dos últimos anos, além de incremento da sensação de violência na região".

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