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Polícia Civil pede quebra de sigilo telemático de policial suspeito de matar dois colegas em Alagoas

Gildate Goes disse em depoimento que havia ingerido bebida alcoólica e que por isso não lembra de ter efetuado os disparos contra os agentes.

29 de maio de 2026 às 10:35   - Atualizado às 10:56

Policial civil Gildate Goes.

Policial civil Gildate Goes. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do estado de Alagoas (PC-AL) protocolou na segunda-feira, 25 de maio, o pedido de quebra do sigilo telemático do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho. Ele é suspeito de ter matado dois colegas de farda dentro de uma viatura descaracterizada, enquanto retornavam de uma ocorrência.

O crime foi no na madruada do último dia 20 de maio, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. A solicitação foi feita pela comissão responsável pela investigação do caso.

Anteriormente, a Justiça havia autorizado a quebra do sigilo telefônico do policial, neste caso do aparelho celular, que é quando comunicações de voz e os dados transmitidos por meio de linhas telefônicas fixas ou móveis são acessadas.

Agora o delegado Flávio Dutra Melo pediu uma retificação na decisão judicial para abranger a medida para a quebra de sigilo telemático, que é quando se autoriza acessar comunicações, dados e informações armazenadas ou transmitidas por meios digitais, informáticos e telemáticos, como internet.

A investigação quer que seja autorizado acessar, extrair, analisar e compartilhar institucionalmente os dados encontrados no celular do suspeito. Também foi solicitado o afastamento do sigilo telemático de aplicativos instalados no aparelho, incluindo conteúdos armazenados em nuvem, histórico de mensagens, arquivos e outros registros digitais sobre o caso.

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O delegado ainda pediu autorização da Justiça para, caso seja necessário, desmontar o aparelho para acessar diretamente o circuito integrado do celular.

Agora, a Justiça recebeu as considerações e aguarda um posicionamento do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) sobre a solicitação da polícia.

O caso

As vítimas são os agentes Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, pernambucano.

Segundo as primeiras informações da investigação, os três retornavam de uma ocorrência policial quando os disparos aconteceram dentro da própria viatura.

A suspeita é de que Gildate, que estaria sentado no banco traseiro do veículo, tenha atirado contra os colegas durante o trajeto. Os dois policiais morreram ainda no local após serem atingidos na cabeça. O crime ocorreu na Rua Floriano Peixoto, na região central de Delmiro Gouveia.

Gildate disse em depoimento que havia ingerido bebida alcoólica e que por isso não lembra de ter efetuado os disparos contra os agentes.

Preso em casa

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para a ocorrência, mas os agentes já estavam sem vida quando o socorro chegou. Após o crime, o suspeito foi localizado e preso dentro da própria residência.

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