Material apreendido pela PF. Foto: Divulgação
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 15 de abril, a Operação Kéfale. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.
As ações ocorrem de forma simultânea em Pernambuco e em outros 10 estados do país. A operação conta com o apoio das forças integradas das FICCOs locais.
Durante a investigação, os agentes identificaram um esquema estruturado de fornecimento de entorpecentes a partir de rotas internacionais. A distribuição das drogas ocorria principalmente em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, mas o grupo também mantinha ramificações no Recife e em outras cidades da Região Metropolitana.
As ordens criminosas partiam de lideranças espalhadas por diversos estados brasileiros. A organização contava com uma cadeia de comando bem definida e atuava com extrema violência nas áreas que controlava.
Ao longo da operação, os policiais cumprem 60 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão. Além disso, também foram determinadas medidas assecuratórias contra os integrantes da quadrilha. As ações acontecem nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Piauí, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins e Rondônia.
Mais de 400 agentes das forças de segurança que compõem a FICCO/PE participam da execução da operação. As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ipojuca, no litoral pernambucano.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, na última quinta-feira, 10 de abril, a Operação Contenção para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV), que movimentou cerca de R$ 6 bilhões em apenas um ano. Esse valor representa o maior pedido de bloqueio patrimonial já registrado pela corporação no estado.
Ao todo, os agentes cumprem 46 mandados de busca e apreensão, tanto na capital fluminense quanto em cidades do estado de São Paulo. As investigações revelam que o núcleo financeiro da facção mantém conexões diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), ampliando a atuação criminosa entre os dois estados.
De acordo com os investigadores, o grupo lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas por meio de uma estrutura complexa. Essa rede envolvia bancos digitais, fintechs, empresas de fachada, plataformas contábeis e intermediadoras de pagamento ilegais — todas operando sem autorização do Banco Central.
Com essa operação, a polícia busca sufocar financeiramente o crime organizado. O objetivo é atingir diretamente a base logística da facção, interrompendo o fluxo de recursos utilizados para a compra de armas e drogas.
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De acordo com a PMPE, a prisão ocorreu na BR-101, na altura do quilômetro 74. A abordagem foi realizada por policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar.
Pela força do impacto, as cabines dos veículos ficaram destruídas e parte da carga ficou espalhada pela rodovia. A PRF esteve no local.
Contra o suspeito havia sete mandados de prisão por homicídio. A mulher tinha um mandado em aberto. Ambos também são investigados por tráfico de drogas e extorsão.
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