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Perícia balística: tecnologia de ponta ajuda investigações e elucidação de crimes com armas de fogo

O sistema permite que projéteis e estojos recolhidos em locais de crime e durante os exames tanatoscópicos sejam digitalizados e comparados automaticamente.

Gabriel Alves

15 de outubro de 2025 às 11:20   - Atualizado às 11:20

Perícia balística de Pernambuco em análise.

Perícia balística de Pernambuco em análise. Foto: SDS/Divulgação

A perícia balística tem se consolidado como uma das principais ferramentas da Polícia Científica de Pernambuco na elucidação de crimes envolvendo armas de fogo. Com o uso de tecnologia de ponta, o Estado vem ampliando sua capacidade de identificar conexões entre casos distintos e de oferecer respostas mais rápidas e precisas às investigações criminais. Atualmente, Pernambuco conta com três unidades do Sistema de Identificação Balística (SIB), sendo duas no Recife e uma em Caruaru.

O sistema permite que projéteis e estojos recolhidos em locais de crime e durante os exames tanatoscópicos sejam digitalizados e comparados automaticamente, gerando possíveis correspondências entre diferentes ocorrências. Segundo a gestora estadual do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB), Raissa Matos Fontes, o investimento tem gerado resultados expressivos.

“Até o momento, já foram inseridos 4.462 elementos balísticos no banco de dados, entre estojos e projéteis. Essas inserções possibilitam a realização de confrontos automáticos e a geração de informações de alta relevância para a elucidação de crimes”, explicou a perita.

O BNPB conecta os elementos balísticos de todas as unidades federativas, permitindo que as Polícias Científicas dos Estados consigam comparar elementos coletados em diferentes regiões. O sistema identifica automaticamente correspondências entre tipos de munição, ajudando a vincular ocorrências distintas a uma mesma arma de fogo, mesmo quando o armamento não é localizado.

De acordo com a Perita Criminal, a integração tecnológica tem proporcionado avanços concretos nas investigações. Como resultado direto das inserções no banco e dessa conexão interestadual, já foram obtidos mais de 186 vínculos balísticos em Pernambuco, representando ligações tanto entre vítimas de homicídio quanto entre vítimas e as armas de fogo utilizadas em diferentes ocorrências. Um dos casos de maior destaque ocorreu no município de São Lourenço da Mata.

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“Só nos últimos dois meses, com o apoio do Banco Balístico, conseguimos identificar 12 conexões entre diferentes vítimas de homicídio na cidade, o que deu uma contribuição significativa para as investigações policiais”, pontuou Raissa.

Além do trabalho integrado com o sistema, os setores de balística da Polícia Científica de Pernambuco têm registrado produtividade recorde. Somente em 2025, já foram realizados mais de 4.700 exames periciais, que incluem análises de eficiência de armas de fogo e munições, testes de disparo acidental, exames de microcomparação balística e exames relacionados ao BNPB.

“O banco é uma das frentes do nosso trabalho, mas o conjunto das perícias é essencial para garantir rigor técnico e qualidade nas investigações”, destacou a gestora.
 

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