Além disso, o casal de pastores e a filha, missionária, são investigados por supostamente utilizar um projeto social em um presídio para dar suporte ao Comando Vermelho.
Pastores do CV: investigação aponta que família de religiosos usava dinheiro da facção para luxar Fotos: Reprodução
A Polícia Civil prendeu preventivamente a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, na quinta-feira, 16 de julho, durante a Operação Fariseus.
A ação investiga uma família de religiosos suspeita de utilizar um projeto social dentro de presídios para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação à facção criminosa Comando Vermelho.
Os pais da jovem, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
O caso teve início após uma denúncia anônima apontar que a família usava o acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para ingressar com celulares e carregadores destinados a detentos da segurança máxima.
Mesmo que a entrada dos aparelhos não tenha sido confirmada, as quebras de sigilo judicial revelaram um forte vínculo com o crime organizado.
A partir da análise dos dados obtidos, os investigadores mapearam uma extensa rede de contatos. Em liberdade, os suspeitos realizavam chamadas de vídeo com lideranças foragidas, faziam a ponte entre presos e familiares e intermediavam mensagens internas.
A investigação apurou que o grupo viajava frequentemente para comunidades dominadas pela facção no Rio de Janeiro, onde visitava criminosos e registrava fotos com fuzis, pistolas e rádios comunicadores. Inclusive, foram encontradas imagens de crianças portando armamento personalizado.
Além disso, as finanças da família demonstraram que os pastores utilizavam contas bancárias de terceiros para fracionar e ocultar dinheiro oriundo do Comando Vermelho.
Esses recursos teriam custeado veículos, procedimentos estéticos e viagens. Em conversas interceptadas, uma das investigadas chegou a solicitar um "salve", punição física severa aplicada pela facção, contra um homem suspeito de furto.
Atualmente, Rhavenna é apontada como a operadora logística do esquema familiar. O Poder Judiciário determinou o bloqueio bancário e a suspensão do acesso religioso dos suspeitos aos presídios. A defesa da jovem não quis se manifestar, e os advogados dos pastores não foram localizados.
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Paciente de 22 anos estava internado após ser baleado. Hospital afirma que não havia escolta acompanhando o suspeito no momento da fuga.
''Estamos apresentando um resultado positivo, com redução criminal expressiva'', pontuou o coronel Fábio Moisés.
Durante o ataque, a mulher coloca o corpo sobre a neta para tentar protegê-la das mordidas.
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