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Operação no Rio: 17 mortos não tinham histórico criminal mas 12 participavam do tráfico, diz polícia

De acordo com nota distribuída à imprensa, "mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado".

Gabriel Alves

03 de novembro de 2025 às 10:11   - Atualizado às 10:11

Mortos da megaoperação no Rio.

Mortos da megaoperação no Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro PCERJ) divulgou no fim da noite do domingo, 2 de novembro, o perfil com imagens de 115 das 117 pessoas mortas na Operação Contenção, realizada na última terça (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O relatório foi feito pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com nota distribuída à imprensa, “mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado. Apenas dois laudos resultaram em perícias inconclusivas.”

A Polícia Civil descreve que 97 das pessoas mortas “apresentavam históricos criminais relevantes”. Entre os mortos, 59 tinham “mandados de prisão pendentes.”

O comunicado oficial admite que outras 17 “não apresentaram histórico criminal”, mas segundo as investigações posteriores, “12 apresentaram indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.”

A lista nomina as pessoas mortas como “neutralizados” e assinala que 62 desses são de outros estados: “19 do Pará, 9 do Amazonas, 12 da Bahia, 4 do Ceará, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 9 de Goiás, 1 de Mato Grosso, 3 do Espírito Santo, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal.”

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Doca

Relatório da Polícia diz que há no Rio de Janeiro “chefes de organizações criminosas de 11 estados da Federação, de quatro das cinco regiões do país.” O principal alvo da operação - Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, líder do Comando Vermelho (CV) – segue em liberdade após seis dias da operação policial.

Nenhuma das pessoas mortas havia sido denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro criou um observatório para acompanhar a apuração sobre o cumprimento da lei pelas policias Civil e Militar durante a Operação Contenção.

Moraes no Rio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem nesta segunda-feira (3) cinco reuniões agendadas com autoridades fluminenses e cariocas. Iniciando os encontros com o governador do estado do Rio, Cláudio Castro, e seus auxiliares da Segurança Pública.

Veja a programação

  • Governador do Estado do Rio de Janeiro, juntamente com o Secretário de Segurança Pública do Estado, o Comandante da Polícia Militar, o Delegado-Geral da Polícia Civil e o Diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico Científica, às 11h00;
  • Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro às 13h30;
  • Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro às 15h00
  • Defensor Público Geral do Estado do Rio de Janeiro às 16h30.
  • Prefeito do Rio, Eduardo Paes às 18h.

Ontem, Alexandre de Moraes determinou a preservação "rigorosa e integral" dos elementos materiais relacionados à execução da Operação Contenção. 

Agência Brasil

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