Polícia Civil cumpre oito mandados em quatro estados; investigação aponta uso de terceiros e divisão de valores para ocultar a origem dos recursos.
16 de setembro de 2026 às 15:04 - Atualizado às 15:18
Foram apreendidos um revólver e dinheiro em espécie. Foto: Divulgação/PCPE
Um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é alvo da Operação Checkpoint, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na manhã desta quarta-feira, 16 de setembro. A investigação aponta que os envolvidos teriam movimentado aproximadamente R$ 7,5 milhões.
A ação tem como foco uma organização com atuação em Caruaru, no Agreste, e alcança endereços em quatro estados. São oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.
As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. Os endereços ficam em Caruaru e Cupira, em Pernambuco, João Pessoa, na Paraíba, Aracaju, em Sergipe, e na cidade de São Paulo.
As apurações começaram em dezembro de 2023. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura hierarquizada, com tarefas distribuídas entre lideranças, gerentes e operadores financeiros.
Os investigadores identificaram movimentações em contas bancárias, transferências entre integrantes e uso de terceiros. Também foi apontada a pulverização de valores, ou seja, a divisão do dinheiro em diferentes movimentações.
A suspeita é de que esses mecanismos fossem utilizados para dificultar a identificação da origem dos recursos, do caminho percorrido pelas quantias e de seus destinatários.
Uma das frentes da investigação busca esclarecer como o dinheiro supostamente obtido com o tráfico era movimentado e incorporado ao patrimônio dos investigados.
Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver e dinheiro em espécie. O valor recolhido não foi informado no balanço divulgado.
Os R$ 7,5 milhões correspondem à movimentação financeira investigada. Não foi detalhado quanto havia sido efetivamente bloqueado nas contas dos suspeitos ou o valor dos bens alcançados pelas decisões judiciais.
A operação é conduzida pelo delegado Francisco Souto Maior, titular da 20ª Delegacia de Polícia de Homicídios, integrante da 3ª Divisão de Homicídios do Agreste.
O trabalho conta com suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e apoio operacional das polícias civis da Paraíba, de Sergipe e de São Paulo.
Até as informações consultadas, não havia confirmação de prisões. A corporação informou que outros detalhes seriam apresentados posteriormente.
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