Fotos: Reprodução e Polícia Militar/Divulgação/Montagem/Portal de Prefeitura
A Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, passou a ser alvo de uma grande operação das forças de segurança após investigações apontarem que a área vinha sendo utilizada por organizações criminosas para o tráfico de armas e drogas.
A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Pernambuco durante a Operação IARA, que mobiliza dezenas de agentes em uma extensa área de mata fechada considerada estratégica pelo crime organizado. Segundo a corporação, o local teria funcionado nos últimos meses como uma espécie de centro logístico clandestino para armazenamento e circulação de materiais ilícitos.
A operação entrou no terceiro dia consecutivo de atividades com ações concentradas em uma área de aproximadamente 32 hectares, equivalente a cerca de 44 campos de futebol. O trabalho envolve equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), além de apoio aéreo do Grupamento Tático Aéreo (GTA).
De acordo com a Polícia Militar, a Ilha do Bananal possui características que favorecem a atuação criminosa. O acesso restrito, realizado praticamente apenas por embarcações, somado à vegetação densa de Mata Atlântica, teria dificultado ações de fiscalização e monitoramento nos últimos anos.
As investigações apontam que criminosos utilizavam a área para esconder armas, drogas e outros materiais ilegais em pontos de mata fechada. Em imagens divulgadas pela corporação, policiais aparecem realizando escavações e encontrando recipientes enterrados contendo pacotes embalados em plástico filme, que foram apreendidos durante as buscas.
A operação foi planejada ao longo de meses a partir de levantamentos do setor de inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS), com participação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil de Pernambuco, Corpo de Bombeiros Militar e apoio da Polícia Federal.
A ofensiva mobiliza aproximadamente 90 policiais militares especializados, incluindo equipes da Radiopatrulha, CIPMotos, CIPCães e do 13º Batalhão da Polícia Militar. As forças de segurança também reforçaram o policiamento nas comunidades próximas, incluindo a região do Detran e áreas vizinhas.
Paralelamente, equipes do 11º BPM e do 12º BPM realizam abordagens e patrulhamento nas vias próximas à ilha, com consultas de dados e monitoramento de suspeitos.
Segundo nota divulgada pela Polícia Militar, a operação segue sem registros de confrontos armados ou feridos até o momento. As autoridades afirmam que o objetivo principal é desarticular estruturas criminosas e ampliar a sensação de segurança para moradores da região.
Apesar das apreensões já realizadas durante as buscas, a Secretaria de Defesa Social ainda não divulgou um balanço oficial sobre possíveis prisões ou quantidade total de materiais recolhidos.
As diligências continuam em andamento e novas etapas da Operação IARA não estão descartadas. A expectativa das forças de segurança é ampliar o mapeamento das rotas utilizadas por criminosos e identificar possíveis integrantes dos grupos envolvidos na movimentação ilegal dentro da Ilha do Bananal.
Nos bastidores da segurança pública, a operação é considerada uma das maiores ações recentes em áreas de mata urbana da capital pernambucana, especialmente pelo nível de complexidade logística exigido para atuação das equipes em território de difícil acesso.
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Nas imagens, jogadores e pessoas que acompanhavam a partida correm em meio à confusão provocada pelos tiros. O responsável pela transmissão também interrompe a live diante do risco.
Durante as diligências, os agentes apreenderam três armas de fogo de calibre restrito e uma quantidade significativa de cocaína, reforçando os indícios da atuação da organização criminosa no tráfico de drogas.
A medida integra uma apuração que busca esclarecer a existência de um possível vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação conduzida pela Polícia Federal
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