Ação da FICCO/PE cumpriu mandados contra investigados por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios e lavagem de dinheiro.
29 de outubro de 2026 às 11:41 - Atualizado às 11:47
Operação Frequência Zero prende 11 suspeitos de integrar organização criminosa no Grande Recife. Foto: FICCO/PE
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 29 de outubro, a Operação Frequência Zero, voltada ao combate a uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, homicídios e lavagem de dinheiro no Recife e na Região Metropolitana.
Durante a ação, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Segundo a FICCO/PE, os alvos integram o núcleo de liderança e gerenciamento do grupo investigado.
As apurações apontam que a organização atuava em áreas estratégicas de diferentes municípios pernambucanos. No Recife, foram identificadas atividades nos bairros do Ibura, Casa Amarela e Boa Viagem. Em Jaboatão dos Guararapes, os locais citados são Cavaleiro e UR-2. A investigação também abrange Camaragibe, São Lourenço da Mata, Olinda e Cabo de Santo Agostinho.
De acordo com a FICCO/PE, a Operação Frequência Zero foi desenvolvida a partir da análise de informações compartilhadas no âmbito de três investigações anteriores: Manguezais, de 2022; La Catedral, de 2024; e Sintonia Fina, de 2025.
Essas operações já haviam apontado irregularidades relacionadas ao sistema prisional de Igarassu. Nesta nova etapa, os investigadores reuniram elementos sobre a estrutura e a atuação do grupo em diferentes localidades da Região Metropolitana do Recife.
A organização é investigada por crimes como participação em organização criminosa, homicídio, tráfico de drogas em larga escala, comércio ilegal de armas de fogo de grosso calibre e lavagem de capitais.
As investigações também indicam que o grupo teria movimentado grandes quantias financeiras nos últimos anos. Conforme a FICCO/PE, os suspeitos teriam utilizado empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar e dissimular a origem e a movimentação de recursos, além da propriedade de bens e valores.
A operação mobilizou instituições que integram a força-tarefa em Pernambuco, além da FICCO do Rio de Janeiro, da FICCO da Paraíba, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), ambos da Polícia Civil de Pernambuco.
A FICCO/PE reúne a Polícia Civil de Pernambuco, a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria de Defesa Social, a Secretaria de Administração Penitenciária e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Segundo a força integrada, a operação busca enfraquecer financeiramente a organização e atingir seus integrantes responsáveis pela liderança e pelo gerenciamento das atividades criminosas.
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Conversa foi encontrada no celular da mãe do rapper durante investigação sobre movimentações financeiras do Comando Vermelho, segundo a Polícia Civil do Rio.
De acordo com as informações da ocorrência, os policiais receberam a indicação de que o sistema de rastreamento por GPS de uma motocicleta apontava para um endereço na região.
Ação cumpre seis mandados de prisão e seis de busca em cinco cidades de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte.
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