DHPP, no Recife,Responsável por investigar crimes. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura
Uma mulher foi presa por espancar o avô de 88 anos de idade até a morte no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A Polícia Civil de Pernambuco investigada o crime ocorrido.
A vítima, identificada como Pedro Salustiano da Silva, morreu após ser brutalmente agredida dentro do município.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é Claudia Maria da Silva Pereira. Ela foi presa na quinta-feira, 20 de agosto, por meio de um mandado de prisão temporária.
O caso foi detalhado pelas autoridades nesta segunda-feira (24), durante uma coletiva de imprensa realizada no Centro do Recife.
Segundo o delegado Eduardo Tabosa, responsável pela investigação, a mulher seria dependente química e, conforme os elementos reunidos até o momento, costumava agredir o avô para conseguir dinheiro destinado à compra de entorpecentes.
O idoso foi socorrido depois da agressão e levado ao Hospital da Restauração, no Recife. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
As investigações indicam que a violência contra Pedro Salustiano não teria começado no episódio que resultou em sua morte. Segundo o delegado, a vítima já vinha sendo alvo de agressões praticadas pela própria neta.
Em 2025, Claudia Maria da Silva Pereira chegou a ser denunciada pelo Ministério Público por agressão contra o avô. Na ocasião, a Justiça determinou que ela não mantivesse contato com o idoso. A medida estava em vigor desde julho daquele ano.
Mesmo diante da determinação judicial, a polícia investiga as circunstâncias que levaram ao novo episódio de violência e que terminou com a morte da vítima.
Ela já tinha um histórico de agressões e a investigação demonstrou que, desde 2025, ela já vinha com esse histórico de agressões ao avô, uma vítima de 88 anos, portanto vulnerável e frágil”, afirmou o delegado Eduardo Tabosa.
A condição de vulnerabilidade do idoso é um dos pontos considerados pelos investigadores na apuração do caso. A polícia também busca esclarecer toda a dinâmica da agressão e reunir novos elementos que possam ajudar a esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime.
A prisão da suspeita é considerada uma etapa da investigação, que permanece em andamento. Segundo a Polícia Civil, outros elementos ainda deverão ser incorporados ao inquérito.
O delegado responsável pelo caso explicou que novas diligências poderão resultar em outros pedidos à Justiça conforme o avanço da apuração.
A partir do último espancamento, chegou ao óbito da vítima. As investigações estão em andamento, novos elementos indiciários vão ainda ser compilados aos autos do inquérito e novas representações possivelmente virão a partir da operação que já foi deflagrada”, declarou Tabosa.
A polícia ainda deverá analisar depoimentos, documentos e demais informações relacionadas ao histórico de violência entre a suspeita e o avô. A investigação também deve verificar se houve descumprimento da medida judicial que impedia a aproximação entre os dois.
O caso chama atenção para a violência contra pessoas idosas, especialmente quando praticada dentro do próprio círculo familiar. Além da apuração criminal, a situação evidencia a vulnerabilidade de vítimas que dependem de medidas judiciais e da rede de proteção para permanecerem afastadas de possíveis agressores.
A mulher permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação prossegue. A prisão temporária poderá ser reavaliada conforme o andamento do inquérito e as novas informações reunidas pela Polícia Civil.
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