Segundo a polícia, o trabalhador teria acelerado o carro para tentar escapar dos criminosos, instante em que os disparos foram efetuados.
25 de maio de 2026 às 10:26 - Atualizado às 10:30
João Valdemir da Silva não resistiu e morreu no local. Foto: Reprodução/@boletimdamorte
Um motorista por aplicativo foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na noite do domingo, 24 de maio, no bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife. A vítima foi identificada como João Valdemir da Silva, de 57 anos.
Segundo informações apuradas pela polícia, o trabalhador realizava uma corrida no momento da abordagem criminosa. Uma passageira estava entrando no veículo quando os suspeitos se aproximaram.
Ao perceber a ação, a mulher tentou correr. Já o motorista teria acelerado o carro para tentar escapar dos criminosos, instante em que os disparos foram efetuados.
João Valdemir foi atingido pelos tiros e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), os suspeitos conseguiram fugir logo após o crime. Durante a fuga, eles ainda roubaram a motocicleta de um homem que passava pela região.
O caso passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tenta identificar os autores e esclarecer a motivação do latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
O assassinato gerou revolta entre motoristas por aplicativo da Região Metropolitana do Recife. Segundo o Sindicato dos Motoristas de Aplicativo (Sindmap), este foi o quinto trabalhador da categoria morto em 2026 no Grande Recife.
O presidente da entidade, Anderson Camará, afirmou que a categoria vem cobrando medidas de segurança há meses.
Entre as reivindicações está a implantação de um aplicativo de proteção voltado aos motoristas, proposta que, segundo o sindicato, ainda não avançou junto ao poder público.
Outros casos de violência contra trabalhadores por aplicativo já haviam sido registrados este ano na Região Metropolitana:
Os casos seguem aumentando a preocupação da categoria diante da violência enfrentada durante as corridas.
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Paciente de 22 anos estava internado após ser baleado. Hospital afirma que não havia escolta acompanhando o suspeito no momento da fuga.
''Estamos apresentando um resultado positivo, com redução criminal expressiva'', pontuou o coronel Fábio Moisés.
Durante o ataque, a mulher coloca o corpo sobre a neta para tentar protegê-la das mordidas.
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